S/n sobe na moto, coloca o capacete. Tira o descanso e olha pra trás.
-Puede subir. ~S/n~
Ele sobe.
-Segurate. ~S/n~
-Segurate? ~Julio~
-Sí. Agarrate en algo. ~S/n~
-Como desear. ~Julio~
*Como desejar*
Julio passa os braços em sua cintura. Novamente ela fica sem ar. Calma, se concentra pra não fazer nada errado. Era só o que faltava eu derrubar o boy.
-¿Dónde están tus amigos? ~S/n~
*Onde estão seus amigos?*
-Regresa por donde vinimos y toma la primera calle a la derecha. ~Julio~
* Volta por onde vinhemos e entra na primeira rua à direita.*
S/n fez o caminho, sem ter muita certeza de que entendeu certo. Lá estava a van e a equipe dele ao redor.
-¿Por qué están... parados? ~S/n~
-Están esperando al otro equipo de grabación. ~Julio~
*Estão a espera da outra equipe de gravações*
Pararam. Julio caminha até sua equipe. S/n pega o celular.
-Amigo, estamos aqui na rua quase de frente pro Dragão. Vou te mandar a localização, tá? ~S/n~
5 minutos depois, Eduardo para o carro atrás da van.
-Tamo esperando o quê? ~Eduardo~
-O resto da equipe ou algo assim. ~S/n~
Outra van, idêntica a que já tava ali, para a rua e para ao lado da sua irmã gêmea. Rapidamente ele pegam vários equipamentos da primeira e colocam na segunda. Eram câmeras, microfones, iluminação e outras coisas que eles nem se atreveriam a adivinhar. A equipe da segunda, entrou e foi embora. Tendi nada.
-¡Lo haremos! ¿Julio vendrá con nosotros? ~Alguém da equipe~
*Vamos! Julio vem com nós?*
-No no. Puedes quedarte tranquilo. Ya tengo mi viaje. ~Julio~
*Não, não. Pode ficar tranquilo. Já tenho minha carona.*
-Ih amigo, eu acho que eles não gostaram da ideia de ele ir comigo não. ~S/n~
-Só por que eles pensam que tu pode ser um louca que sequestraria ele. O que não é totalmente uma mentira. ~Eduardo~
-É, é justo. ~S/n~
-Bora que hoje a gente é VIP. ~Eduardo~
Eles entram. S/n voltou para a moto. Julio vinha na direção contrária. Eles subiram, mas dessa vez ele não abraçou sua cintura. Bom, eu já imaginava né. Não posso pedir mais do que isso. Seguiram numa velocidade razoável. 20 minutos depois a van parou em uma rua que não havia nada. Só uns prédios e zero pessoas na rua.
-¿Eres aqui? ~S/n~
*É aqui?*
-Creo que es ~Julio~
*Acho que é*
Todos desceram e foram para um prédio 2 metros a frente. Não era velho, mas também não era novo. Um cara ia na frente. Bateu na porta, que se abriu na mesma hora. Era uma porta pesada de metal com vários centímetros de grossura. Já dava pra ouvir um som bem fraco ao fundo.
-Amigo, sabe onde a gente tá? ~S/n~
-Não conheço essa parte da cidade. ~Eduardo~
Eles ficaram para trás e não ouviram a conversa com a pessoa que abriu. Mas seguiram eles por uma escada. A cada degrau a música ficava mais alta. Outra porta. Duas batidas e elas se abriram. A música e as luzes invadiu o ambiente. Era uma boate. Todos entraram. Julio e sua equipe acaram se afastando dos dois.
-Eles sumiram. ~Eduardo~
-Pelo menos a gente já entrou. Eu não imaginei msm que eles fossem ficar com a gente. ~S/n~
Disseram gritando.
-Amiga, eu preciso beber alguma coisa. ~Eduardo~
Foram em direção ao bar e pediram mais duas doses de tequila. Depois foram para a pista de dança. Com a tequila na cabeça e a música muito alta, eles foram entrando em um transe. Os corpos frenéticos no efeito epilético das luzes. Eduardo sumiu depois de pouco tempo. Ele não brinca em serviço não é mesmo? Um cara chegou perto dançando. Ele é bonito. Dançaram juntos. Mas ele começou a esfregar seu corpo no dela. Depois pegou na sua bunda. S/n empurrou ele com força, mas só foi o suficiente para afastar ele alguns centímetros e não fazer ele cair, como ela queria.
-Tá se ficando doido, seu filho da puta? ~S/n~
Ela saiu de perto dele fumando numa quenga, ou seja, com ódio. Procurou Eduardo e não achou ele em lugar nenhum. Foi no banheiro, mas a fila estava enorme. Ah eu não vou esperar. Foi para o bar e pediu água. Ainda estava com raiva e para se acalmar, respirou fundo. Que se foda.
-Me dá uma dose de tequila. ~S/n~
De volta a pista e bem longe daquele otário, ela dançou música após música. Tocava hit depois de hit. Elas dançava todas. Até que sentiu alguém levantando seu cabelo e se aproximando do seu ouvido.
-¿Sabías que te he estado mirando durante mucho tiempo? ~Julio~
*Sabia que estou te olhando há tempos?*
-¿Y porque demorarte tanto en venir a mí? ~S/n~
*E por que demora tanto para vir até mim?*
-Porque quería admirarte, pero ahora ya no puedo más. ~Julio~
*Porque queria te admirar, mas agora já não posso mais.*
-¿Porque no? ~S/n~
-Estoy hechizado. ~Julio~
*Estou encantado.*
Hechizado não é excitado não né? Não. Não. O espanhol é cheio de pegadinhas. Depois eu vejo o significado. Como se tivesse entendido exatamente o que significava, S/n voltou a dançar. Pouco mais lento. E Julio acompanhou. Eles estavam dançando totalmente fora do ritmo da música, que era bem rápido. Bem próximos, até encostarem completamente os dois corpos. Ele tocava em seu pescoço, segurando seu cabelo para que pudesse deixar a boca perto de seu ouvido.
S/n não pensava em nada, só sentia o corpo dele no seu, rebolando o quadril pra provocar. Ele desceu as mãos por seus braços e chegou às suas pernas. Depois vez o movimento contrário, mais devagar. Segurando firme, mas sem apertar. Quanto mais ele subia, mais ela apertava o corpo contra o dele. Ele fez que ia pra bunda, mas subiu para o quadril. Ele virou ela de frente e aproximou seu rosto. Dançaram assim por um tempo. Os rosto colados, mas sem se beijarem. Ele segurou sua nuca com uma mão e seu quadril com outra. Olhou nos seus olhos, passou a língua e lábios. E parou.
Ah não, agora vai rolar beijo. Se você não beija, então... S/n colou os lábios nos de Julio. Ele apertou seu corpo contra o dele e a beijou com desejo.
