Chamada

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S/n terminou de comer seu prato e já encheu outro. Ah! Nem vem me julgar. Eu tô com fome. Julio comeu pouco e ficou olhando ela comer. Quando se deu conta, ela ficou envergonhada.
-Que foi? ~S/n~
-Nada. ~Julio~
Ele sorria. Ela pensou, que ele tivesse debochando dela.
-Você não vai comer mais? ~S/n~
-Não, eu tenho pouco apetite pela manhã. Me contento em ver você comer. ~Julio~
Ele se inclinou e deu um selinho nela. Pegou uma mexa de seu cabelo cacheado e enrolou em seu dedo.
-Sabia que o que mais me chamou atenção em você foi o cabelo? ~Julio~
-É? ~S/n~
-É. Eu acho muito bonito cabelos cacheados. E os seus cachos... Dios!(*Deus*) São lindos. ~Julio~
Ela ficou acanhada com o elogio dele.
-E seu sotaque também. Muito sexy. ~Julio~
Eles riram juntos.
-E sua dança. Você dança muito... Não sei outra palavra para descrever. Muito sexy. ~Julio~
-Minha dança? ~S/n~
-Sim, lá na festa e depois na boate. ~Julio~
-Você tava me olhando dançar? ~S/n~
-Sim, não pude desgrudar os olhos. ~Julio~
Ele começou a passar as mãos por seu corpo, dando a entender que estava querendo continuar o que eles começaram no banheiro.
-Como eu poderia dizer... Você dança desse jeito... O jeito brasileiro de dançar. Vocês dançam diferente. Sensual. Você dança desse jeito. ~Julio~
Ele estava todo charmoso falando isso.
-Ah e a coreografia? Como vocês fazem isso? Todos dançam igualzinho. Músicas diferentes e coreografias diferentes. ~Julio~
-Com o Tiktok. Sabe o que é né? ~S/n~
-Sei. ~Julio~
-Pois é. Uma pessoa cria a coreografia e o vídeo viraliza. Outros gravam vídeos imitando e do nada todos sabem. ~S/n~
-Na festa parecia um Flash Mob. Sabe? Eu observei por um tempo. Até as pessoas trabalhando dançavam. Um clima muito bom. ~Julio~
-Se você quiser eu posso te ensinar. ~S/n~
-Ensina mesmo? ~Julio~
Perguntou pegando ela e colocando no seu colo.
-Ensino sim. Algumas músicas não são difíceis de aprender. Pera, você me viu dançar lá no Dragão? Antes de falar comigo? ~S/n~
-Vi. Você estava dançando bem na minha frente. Não tinha como não ver.  ~Julio~
Merda. Quero nem imagina a palhaçada que eu fiz dançando e bebendo, sem me tocar que o boy tava olhando. Espero que tenha sido um daqueles momentos em que eu bebo e baixa o espírito da loira do Tchan e não um daqueles que eu acho que tô arrasando e tô passando vergonha. Esse pensamento passou em apenas 1 segundo pela cabeça dela.
-Quase esqueci. Eu preciso ir em casa antes da praia. Não tô com biquíni. ~S/n~
-Ah isso não é problema. ~Julio~
Ok né.
-Chama seus amigos também. ~Julio~
-Vou chamar eles. Pra qual praia a gente vai mesmo? ~S/n~
-Para qual? Para a praia. ~Julio~
Ele fez uma cara de quem não estava entendendo nada e apontou pra vista da janela. S/n riu.
-Eu sei que já estamos na praia. Mas tem outras melhores que essa. Já sei. A gente vai pro Porto das Dunas. ~S/n~
Muito fofo. S/n pegou o celular. Abriu o grupo de amigos que não tinha nome, apenas um monte de emojis. Iniciou uma chamada de vídeo. Demorou bastante para atenderem. O primeiro foi Eduardo.
-Que foi amiga? ~Eduardo~
Voz de sono. Com os olhos fechados.
-Agora gay. Bora pra praia. ~S/n~
-Pra praia? Uma hora dessa? Que hora é essa? Amiga, vsf. São 6:30 da manhã. Tu me acorda uma hora dessa me chamando pra ir pra praia, com essa cara toda feliz de quem deu o resto da noite toda com esse boy gostoso do caralho. Vai a merda, amiga. ~Eduardo~
-Amigo, amigo. AMIGO. O boy fala português. ~S/n~
-Foda-se... Pera, ele fala português?
Arregalou os olhos. Agora estava totalmente alerta.
-Pois é. Cala a boquinha.
Falou através de um sorriso que estava estampado em sua boca. Milena entrou na chamada.
-Oi amiga. Oi amigo. O que foi dessa reunião tão cedo. É domingo. Tava dormindo.
-Bora pra praia, amiga. A turma toda. Bora bora. Não quero saber não. ~S/n~
-Qual a praia? ~Eduardo~
-Porto das Dunas. ~S/n~
-Só vamo. ~Milena~
-Ah amiga. Longe. ~Eduardo~
-Quero saber não. ~S/n~
-Mas amiga, eu bebi muito. Ressaca. Sem chance de eu ir dirigindo. ~Eduardo~
-Sem problema. A Ju vai levando. ~S/n~
Foi para a cama e sentou.
-Bora amigo. Vai ser massa. Deixa de ser chato. ~Milena~
Andy entrou na chamada.
-Eita bando de desgraçados. O que vocês querem de mim uma hora dessa? Já avisando que meu corpo está em descanso e não posso oferecer meus serviços. ~Andy~
-Bora pra praia. ~Milena e S/n~
-Bora. Ai, adorei a ideia. Tu vai também, bicha? Fiquei sabendo que a senhora tava pegando todos ontem lá no Dragão. ~Andy~
-Vou né gay. Não me deram escolha. E peguei nada. ~Eduardo~
-Me contaram outra coisa, viu. ~Andy~
-Esse povo de Fortaleza. Nem. Um bando de fofoqueiro. ~Eduardo~
Juliana entrou na chamada, escutando apenas a última palavras de Eduardo.
-Eita é fofoca. Já quero saber. ~Ju~
-Não mulher. A gente vai pra praia. ~Andy~
-Praia? Bora. ~Ju~
-Mas tu vai levando o carro do Eduardo. ~S/n~
-Eu? Vou nada. ~Ju~
-O que é isso? Cadê a mulher empoderada que tu é gata? ~Milena~
-É amiga. Tem carteira pra que? Bora. O Eduardo tá bêbado ainda de ontem. E de ressaca. E tu sabe que ele é um monte de bosta de ressaca. ~S/n~
-Eita amiga. Pegou pesado. Mas eu assumo que sou. ~Eduardo~
S/n percebeu Julio olhando. E olhou para ele.
-E mal pergunte amiga. Tu tá onde? De roupão. Tá num motel é? ~Ju~
-Pois é amiga. Reparei nisso também. ~Milena~
-Não eu tô num hotel. Depois eu conto. É uma longa história. Tá faltando só o Kauê. Acho que ele não vai acordar não. ~S/n~
-Dá certo amiga. Eu fico ligando pra ele enquanto me arrumo. ~Eduardo~
-Como vai ser amiga? Tu encontra a gente lá? Por que já tem 5 pra ir no carro. ~Juliana~
-É. A gente se encontra lá. Vou me arrumar. Cuida gente. Beijo. ~S/n~
Desligaram. Julio se aproximou.
-Seus amigos são bem animados! ~Julio~
-Sāo sim. ~S/n~
Ele subiu na cama, deixando seus rostos próximos.
-Você vai se vestir? ~Julio~
-Vou. Mas antes... ~S/n~
S/n puxou o roupão dele, para que ele caísse em cima de si. E beijou sua boca.

Ares Deus Grego 🔞Histórias para pegar e não largar. Descubra agora