Revisado~
Beatrice e Tristan não morreram ao longo de Desconjuração. Universo alternativo.
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Um dia bonito ensolarado, era primavera em São Paulo. Devo dizer que sempre tive uma paixão por flores e plantas no geral, e por conta isso acabei me aproximando muito de uma garota. Beatrice Portinari era, para mim, o sinônimo de gentileza.
Como de costume, estava a caminho da floricultura da mesma, íamos sair depois do período de trabalho da morena. Vejo um homem com um belo buquê de rosas e girassóis saindo pela porta, ele estava sorridente e tenho certeza que a pessoa a qual ganharia o buque, ficaria também. Entro na loja.
- Você chegou! Estava te esperando, não vou demorar muito aqui. - Bea veio até mim e me deu um selinho rápido. - Só falta mais esse cliente, depois já vamos.
- Não sabia que você namorava, Dona Beatrice. - falou um homem alto com cabelos castanhos e levemente longos.
- Você nunca perguntou, Tristan. Essa é minha namorada [Nome]. E esse é meu amigo Tristan.
- Prazer. - apertamos nossas mãos. Já havia escutado sobre ele, Tristan cantava Bea mas ela nunca o respondeu positivamente, então não devo me preocupar com isso.
- A Clarissa está melhor? - a morena pergunta ao terminar de embalar as flores.
- Ela não melhorou e nem piorou, mas ainda estou preocupado com ela. Clarissa perdeu as duas melhores amigas naquele acidente, não sei o que pode acontecer daqui para frente.
- Talvez devemos marcar algo, ela precisa espairecer, pensar em outra coisa. Sei que faz três meses do ocorrido e vai ser bom pra ela. - Bea termina o laço e entrega para Tristan - Me avisa qualquer coisa.
O homem apenas concorda com a cabeça e sai sem falar nada. Era uma situação pesada, não queria me meter e outra, nem sabia do contexto dela. A Portinari terminou de arrumar as coisas, a mesma parecia cansada, acho que não é a melhor opção sair agora.
- Amor, está tudo bem?
- Claro, claro, hoje foi um dia corrido, só isso. - as vezes Bea ficava estranha, ela sai do nada e voltava extremamente cansada ou machucada.
- Me fala a verdade, por favor.
P.o.v Beatrice Portinari
Ela não sabia da Ordem, [Nome] não tinha ideia do paranormal ou de qualquer coisa que envolva isso. E não queria contar para ela, mas não quero parecer desconfiável para a mesma.
- Eu não sei como começar a falar sobre isso. Podemos conversar em outro lugar? Tipo em casa?
- Se você se sentir mais confortável lá, podemos sim. Vamos, vem.
E a se saímos. O caminho todo em silêncio, mas não um silêncio bom, era desconfortável. Sua casa não era tão longe da floricultura, chegamos rápido. Entramos sem falar uma palavra e ela seguiu caminho até o quarto, a sigo.
- Eu não queria te colocar em perigo por minha causa. - comecei ao me sentar na cama junto de [Nome] - Não sei se você vai acreditar em mim, mas basicamente tenho uma vida dupla, tenho um outro emprego que não são muitos que sabem disso.
- Não vai me falar que você é stripper de noite. - ela fala rindo.
- Besta, mas não. Eu trabalho com o paranormal, para deter que ele se expande. - Ela parecia surpresa, parecia tentar assimilar as informações - Trabalho com um grupo de gente especializada no paranormal, em lutar com monstros, rituais e coisa mais.
- Espera um momento, você é da Ordem? Trabalha com o Veríssimo? - arregalei meus olhos, como ela sabia do Veríssimo?
- Como?
- Aparentemente você não é a única que tem uma vida dupla aqui. Estava esperando te contar hoje mais tarde, depois do nosso encontro. Não sabia que você é da Ordem.
- Não sabia que você é da Ordem, nunca te vi lá.
- Passo a maior parte do tempo na sala de pesquisa junto com o Samuel e a Letícia. Não saio muito e passo mais tempo pesquisando aqui em casa do que na Ordem.
- Não acredito nisso. Já estava pensando no discurso para fazer você acreditar em mim e não duvidar que eu estava com outra pessoa. - digo rapidamente. [Nome] me puxa para seu colo.
- Nunca pensei que você me trairia, é impossível pensar isso de ti. - saíamos nossos lábios, um beijo calmo e delicado. - Te comprei um presente, estava encima da bancada da cozinha.
A c/c sussurra baixo ao me abraçar pela cintura. Saio dos braços da mesma e vou até o local. Lá estava uma Dália com um pequeno cartão.
"Beatrice Portinari, você é com certeza a pessoa da minha vida. Não viveria um dia sem você, sem as suas palhaçadas, sem teu jeito gentil e meigo, ou sem o seu lado estressado por conta de uma cliente chato.
Você é quem deixa a minha vida colorida e te quero para sempre em meu lado, nos bons e maus momentos. Casa comigo?"
Não acreditei no que li. Logo sinto [Nome] atrás de mim, me abraçando. Sinto as lágrimas descerem.
- Então...?
- Você tem dúvidas da resposta ainda! Claro que sim! Te amo tanto meu amor.
- Te amo mais, garota das sardinhas.
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𝒐𝒓𝒅𝒆𝒎 𝒑𝒂𝒓𝒂𝒏𝒐𝒓𝒎𝒂𝒍 𝒊𝒎𝒂𝒈𝒊𝒏𝒆𝒔
Short StoryLivro de imagine baseado no universo de Rpg, Ordem Paranormal, criado e stremado pelo Cellbit. various + (fem.) reader || AU Créditos ao Cellbit e aos players do universo. Usarei tanto referências de eventos ocorridos ao longo das 4 temporadas, como...