Corazón (4)

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[sinto que o Corazón ficou meio fora do personagem, mas pode ser coisa da minha cabeça]

     S/n havia passado o dia inteiro sentado no sofá trançando ramos de palmeira para formar uma série de esteiras. Tudo começou com uma ideia simples, "Vou fazer um tapete para o Law brincar em cima durante o acampamento!" essa ideia evoluiu até uma quantidade relativa de esteiras. Não parecia algo absurdo até ele começar a fazer e perceber que levaria mais tempo do que imaginou.
    Enquanto isso, Rossinante havia feito horas extras para poder tirar a segunda de folga e prolongar o "final de semana" com a família. Quando ele chegou me casa já era tarde da noite e a casa ainda estava iluminada o que fez o marinheiro estranhar, afinal, seu marido não tinha o hábito de esperar acordado ele simplesmente ia dormir e acordava quando o loiro entrava no quarto por causa do sono leve.
     O Donquixote entrou lentamente na casa e seguiu até a sala de estar onde encontrou S/n dormindo largado no sofá. Com um suspiro aliviado, ele se aproximou do menor que permaneceu adormecido mesmo quando ele tocou sua face e chamou seu nome baixinho. O loiro discutiu consigo mesmo se deveria ou não acordar o outro, pois ele parecia exausto.
     Ele acabou decidindo que seria mais fácil cuidar do menor se ele estivesse acordado. "S/n... amor?" ele chamou algumas vezes antes do outro despertar.
     "Rossi..." ele sussurrou ainda despertando, por reflexo ele levou uma não a face alheia mas recuou assim que sua pele fez contato com a do outro.
     "O que aconteceu, querido?" o maior perguntou tocando a mão alheia com cuidado. A pele estava avermelhada e ferida em alguns lugares, parecia ter alguns calos em diferentes estágios de formação, olhando em volta ele viu a pilha de esteiras em um canto da sala e juntou 2+2. "Acho que você exagerou um pouco." Ele brincou beijando os dedos bem suavemente.
     "A gente vai precisar deles... pro acampamento.." o c/c respondeu ainda sonolento, a cabeça apoiada nas costas do sofá enquanto ele piscava devagar entrando e saindo da inconsciência.
     "Eu sei, querido." Rossinante assegurou acariciando o rosto alheio "Agora, me dê um segundo pra ir buscar o kit médico." o loiro pediu antes de se afastar e subir as escadas em busca a maleta.
     Quando ele voltou S/n já estava mais acordado e parecia extremamente incomodado com as mãos feridas. Corazón aproveitou para jogar conversa fora enquanto cuidava dos machucados alheios, limpando, passando uma pomada e depois cobrindo com ataduras da forma mais suave e delicada que ele pôde.
     "Obrigada~" o menor falou se inclinando para dar um selinho rápido no marido, que continuava agachado em frente ao sofá ainda acariciando uma das mãos – a menos machucada – com um olhar preocupado.
     "O que eu faço com você, ein?" o loiro perguntou sério, o corpo inclinado em direção ao parceiro que apenas se aproximou mais e envolveu seu pescoço com os braços tomando cuidado para não encostar em nada com as mãos.
     "Me dá muito amor..? Cuida de mim... Aproveita que só vamos buscar o Law amanhã na casa dos avós e me fode do jeitinho que só você sabe..." o menor sugeriu, cada palavra sussurrada aos pés do ouvido do marinheiro.
     Rossinante engoliu qualquer reclamação que ele podia ter planejado e juntou seus lábios aos do marido, as mãos erguendo o corpo menor sem dificuldades enquanto ele se levantava e sentava em seu lugar.
     "Tira pra mim?" o c/c perguntou se levantando sobre o sofá, os pés apoiadas de cada lado das pernas alheias deixando seus corpos muito próximos. Rossinante soltou uma risada curta mates de erguer as mãos e remover as calças alheias, ele apoiou o menor para que não caísse enquanto tirava a peça e jogava no outro canto do sofá, a cueca não fazia muito para esconder a ereção do parceiro que o encarou impaciente enquanto esperava que ele removesse a vestimenta para que pudesse continuar com seus jogos.
     Ignorando a impaciência do marido, Corazón começou a distribuir beijos e chupões pela pele exposta, deixando pequenas marcas avermelhadas pelas coxas e quadril. O menor estendeu mão inconscientemente para tentar alcançar o outro mas foi parado antes que pudesse concluir seu objetivo.
     "Suas mãos ainda estão machucadas..." o marinheiro explicou depois de ouvir um resmungo infeliz do parceiro "Então... nada de tocar~" concluiu beijando as pontas dos dedos enfaixados.
     S/n ficou sem palavras diante da situação, seu plano simples de se divertir com o loiro havia sido completamente virado contra si. Uma sensação e dejavu passou pelo menor enquanto o loiro tirava sua cueca e envolvia seu membro com os lábios macios o levando por inteiro sem dificuldades.
     Rossinante agarrou ambos os punhos do marido mantendo eles presos com uma só mão enquanto a outra era apoiada sob a coxa alheia mantendo a perna do c/c erguida para que ele tivesse mais lugares para explorar. Como se ele já não conhecesse cada um deles.
     S/n se sentia uma boneca de pano, sendo manuseado tão facilmente pelo maior que o segurava como se não pesasse nada. Os gemidos do mais novo logo começaram quando o loiro começou a alternar entre chupar seu membro e preparar sua entrada.
     "Você tá bem barulhento hoje~" Corazón provocou permitindo que o outro se sentasse novamente, mas as mãos continuaram sob seu domínio "Vai acordar os vizinhos." acrescentou abrindo suas calças e libertando seu membro já dolorido e encharcado de pré gozo.
     "É só usar sua Akuma no mi, oras..." o menor resmungou sob a respiração pesada seu membro pulsando pelo orgasmo negado.
     "Não." o loiro respondeu erguendo a camisa do parceiro, quando ela já havia passado pela cabeça e pelos cotovelos ele deu uma torcida usando o tecido para prender os punhos atrás da cabeça sempre tomando cuidado pra não pressionar as feridas. "Prefiro te ouvir gemendo."
     S/n soltou uma risada nasalada "Em outras palavras: eu que me foda?" ele brincou sentindo os lábios sobre seus mamilos sensíveis seguidos de pequenas mordidas.
     "Você com certeza vai ser fodido hoje.." ele concordou finalmente posicionando seu membro contra a entrada alheia e penetrando bem lentamente.
     O c/c soltou um gemido longo e bem mais alto que os anteriores, parecia que não importava quantas vezes eles fizessem seu corpo sempre reagiria da mesma forma. Rossinante esperou arte que o parceiro se acostumasse para começar a se mover, ajudando o outro a se levantar antes de voltar rapidamente para baixo.
     Não demorou para que S/n alcançasse um ritmo intenso, seus quadris se movendo rapidamente para cima e para os lados enquanto ele cavalgava no membro alheio. Ele podia sentir o loiro indo impossivelmente fundo dentro de si cada vez que descia novamente, os chupões e mordidas deixados em seu tórax e pescoço ficariam marcados por um bom tempo mas ele não se importava nem um pouco.
     A esse ponto, ele já havia esquecido completamente a dor nas mãos e, se não fosse por elas estarem amarradas,  ele já estaria bagunçando os fios loiros enquanto gemia o nome do marido aos quarto ventos. Não demorou muito mais para que ele alcançasse o orgasmo sendo seguido pelo loiro poucas estocadas depois.
     Rossinante soltou as mãos alheias e permutou que ele envolvesse os braços em torno do seu pescoço antes de puxa-lo para um beijo lento e repleto de amor e carinho.
     "Amor..?" S/n chamou contra os lábios alheios. Quando o maior sinalizou que estava ouvindo ele continuou com a voz baixa e meio arrastada "Tô com fome.."
     O loiro soltou uma risada alta se inclinando contra o encosto do sofá para desagrado do menor que fez uma expressão emburrada. "Já vou prepare algo pra gente comer, querido." ele segurou entre risos "Mas primeiro, manos tomar um banho, ok?"
     "Eu sei... Mas você me carrega." respondeu em tom manhoso.
     "Sim, senhor." o loiro responde sorridente
     "E me dá banho.."
     "Você ainda não entendeu? Eu vou fazer tudo que você quiser!"
     S/n sente seu rosto esquentar e abraça o outro mais perto.
     "Idiota.."
     "Também te amo~"
    
    

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