Capítulo 11

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N/A: Leiam ao som de Fireproof - One direction.

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Eventualmente, os médicos liberaram Louis do hospital, com apenas alguns cortes e contusões como lembrete do incidente. Ele mudou aquela camisola hospitalar para suas roupas limpas que Jay trouxe de casa. Elas cheiravam como sua casa; uma mistura de sabão em pó, fumaça de cigarro e velas de baunilha. De alguma forma, esse perfume o acalmou quando ele escorregou para seu suéter e suas calças de moletom vermelhas. Jay presumiu que Louis gostaria de tirar uma soneca no banco do carona, a caminho de casa, daí as escolhas de roupas confortáveis.

Para ser honesto, Louis estava apenas feliz por tirar aquela camisola hospitalar constrangedora que deixava suas partes à mostra. Sem contar do tecido pinicando em sua pele. Então, sim, ele está muito feliz por poder tirá-las de uma vez.

Ele deu uma última olhada no espelho que pairava sobre a pia do banheiro sujo. Ele afastou os cabelos lisos para fora dos olhos, revelando a contusão escura na lateral da cabeça, perto de sua têmpora. Ergueu a mão para tocar, mas, em seguida, fez uma careta e afastou. Ele parecia uma sombra do seu antigo eu. Ele não esteve fora por muito tempo, mas os efeitos físicos e emocionais já estavam começando a cobrar suas contas com ele.

Mas ele precisa ser forte; não por si mesmo, mas por sua mãe e por Harry.

Ele podia ouvir fracamente Dr. Jefferson conversando com sua mãe no outro quarto. Ele não tinha certeza do que exatamente eles estavam dizendo, mas apenas suas vozes faziam seu estômago se contorcer.

Respirando fundo, Louis saiu do banheiro sujo do hospital. Ele foi recebido novamente pelo médico, sua mãe e Harry.

"Pronto para ir?" Perguntou Jay suavemente, segurando uma pilha de formulários. Eles abordavam temas de TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) à depressão e auto culpa. Ela tinha um monte de coisas para ler, com certeza.

"Sim", respondeu Louis.

Mas, na verdade, ele estava nervoso sobre ir para casa. Ele ainda não tinha certeza sobre como ou se voltariam ao normal depois de tudo. Será que tudo vai voltar ao normal? Havia algo de "normal" na vida deles sem Joseph? Mais importante ainda, como sua mãe reagiria a tudo isso? Embora Joseph fosse um bêbado preguiçoso, ele fazia alguns bicos de vez em quando, ajudando nas despesas da casa. Agora que a fonte de renda tinha ido embora, Louis tem plena consciência de que parcela da culpa é sua. Era a pior sensação do mundo.

"Você é um bom garoto, Louis. Você é o rapaz mais corajoso que eu já conheci. Você vai ficar bem", o médico disse, dando um leve aperto no ombro de Louis.

Louis sorriu de volta, timidamente. "Obrigado."

Mas, por trás daquele sorriso falso, Harry conseguia sentir o nervosismo de Louis. Ele pegou a mão do namorado e apertou, esfregando o polegar sobre o dorso. Louis estava distraído mastigando o interior da própria bochecha, os olhos perdidos no espaço. Era como se ele estivesse lutando para voltar a realidade.

"Vamos, rapazes", disse Jay, pedindo para eles a seguirem. "Mais uma vez obrigada, doutor."

"Sem problemas. Voltem se estiver algum problema.", respondeu Dr. Jefferson, sacudindo a mão.

Quando saíram do hospital, silenciosamente varrendo o chão com os olhos, Louis guardava seus pensamentos para si. Ele seguiu Harry e Jay como um fantasma. Ele estava tão cansado e irritado e assustado. Ele não queria nada mais do que dormir por horas. Não porque ele estava cansado, mas porque em seus sonhos ele poderia esquecer de tudo por um tempo.

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