26 - :* Fim.

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Hoje é natal! Não recebi nenhum presente até agora... Povo ruin.

Andei arrumando a casa e achei a lista de convidados que minha tia desleixada perdeu:

* Lista de convidados *
* Leandro.
* Leonardo.
* Jade.
* Professora da bolsa bonita.
* Edward (professor de filosofia)
* Carmem
Entre outros amigos.
Sei, os "amigos" né tia?
Puxa! Passar o Natal sem meu pai... Que chato.
- Jurema, vai se arrumar, os convidados estão chegando - Falou minha tia com brincos de 10 centímetros, shortinho curto, baton estravagante, salto alto (e eu aqui de rasterinha), e é claro, um top com babado.

Subi. Subi... sem motivação, sem meu pai...

19:23

A festa havia começado... Desce e comemorei, mas não foi nada sem meu pai...
Até que a festa foi legal. Só que minha mãe apareceu. Não foi um terror desta vez, agora eu quero pedir desculpas.
- Oi mãe - Falei.
- Oi Jurema.
- Tá bom... me desculpa pela forma que eu fui com a senhora, eu estava me sentindo independente, eu juro que minha intenção não era te fazer chorar...
- Era fazer eu morrer?
- Também não - Também sim - é que eu fui pela mente de ser tão jovem quanto qualquer outra.
- ãn?
- Eu quis dizer que fui Rebelde demais... me desculpa?
- É claro que não!
- ãn?
- Kkkkk Te perdou sim. - Falou ela me abraçando...
- Obrigada, me sinto melhor agora!
- Ôô filha.... me perdoa também?
- Pelo o que? - Coloquei a mão na cintura.
- Kkkkkk não me trate como uma criança...
- kkkkk É claro que perdou mãe...

Eu percebi que problemas fazem bem, porque depois eles se resolvem da melhor forma possível... Ah, realmente aprendi a amar aqueles que me amam, ou não...

- Filha...
- Oi?!
- Não vai abraçar seu pai?
- PAI!
- FILHA! - Eu não acredito! Ele veio ☆_☆. Abracei ele é chorei de alegria...
- Eu senti sua falta...
- e eu também meu amor!
- Ah, mãe - Falei - Eu te amo!
Ela segurou o choro, mas não conseguiu e me abraçou...
- Eu também!

Me perguntei na mente... PORQUE TER RAIVA DELES?
Talvez eles não se importem comigo mesmo, querem que eu more aqui pra eles ficarem na vida de reis, mas pelo menos quando nasci não fui abondonada
por eles... Pelo menos, né?

Então eu sou obrigada a ama - los, até no ódio!

E as coisas na vida são tão confusas... A gente começa de uma forma e termina em outra beeem diferente... Acho que é isso que faz a gente viver...

Foi bom morar aqui.
......

- Então filha? Você vai embora? Se quiser ficar com seu namorado eu deixo...
- Não quero mais sair daqui pai, diga prós meus falsos amigos que o que me fazia rebelde era eles, agora sou feliz de verdade!
- Me orgulho de você - Falou minha mãe.
- Eu também! - Falou meu pai.
Abracei eles dois (igual aqueles finais felizes :P) e disse:
- Com licença, esqueci de fazer uma coisa que disse que ia fazer mas não fiz...
- ?
- ?
Cheguei perto do Leandro, puxei ele e disse:
- Me beija!
- Kkkk Agora?
- É!
- Mim num beija, mim ser índio mal - Falou ele.
- e mim ser Índia tarada...
Pronto. Beijei ele. Estou satisfeita... Humm, isso é menta! Aí, parece que eu tô comendo pasta de dente :D.
*
*
Lols...
*
*

Sabe... Meu nome nunca foi o problema. O problema era o que eu achava dele. Mas nome não faz caráter, e é isso que eu aprendi... Lição de moral? Er... Isso mesmo :/

Rebelde por natureza?
Não sou mais... Agora sou a mulher maravilha, a beijoqueira... Kkkkkk. Mentira. Agora sou só Jurema, e mais nada!

*☆ FIM ☆*

Rebelde por naturezaOnde histórias criam vida. Descubra agora