Acordo em um lugar estranho, minha visão ainda turva por causa do sedativo e eu ainda sou meio tonto. Estou em uma cama de hospital em um colchão duro, as paredes do quarto são isoladas, brancas e com varias marcas de sangue nas paredes, uma com palavras escritas "Descanse em Paz" e outras com uma cruz feita, todos eles feitos em sangue.
Tento abrir a porta do quarto, e para a minha surpresa, ela está aberta. Quando saio do quarto que me dou conta que aonde eu estava era uma cela de prisão, aquele lugar que eu estava, era uma cadeia. Vou gravando tudo o que vejo com minha câmera, olho para os lados e de repente, vejo um homem dando cabeçadas em uma das pilastras que sustentam a prisão, mais sangue ia se espalhando pela pilastra conforme ele ia dando mais e mais cabeçadas, isso é doentil.
Volto ao quarto que eu estava e acho um bilhete que eu, até então, não tinha visto, e nesse bilhete estava escrito o seguinte.
"O Padre Martin me trouxe até aqui para me mostrar algo. Pensa que eu vou ser uma testemunha para qualquer loucura que ele está tentando me mostrar. Esse tal Doutor Wernick está no meio de qualquer coisa que tenha dado errado aqui. Mas ele morreu a mais de dez anos atras 'Descanse em Paz' diz o sangue nas paredes."
Saio novamente do quarto e viro a direita no corredor tentando abrir as outras celas para ver se tem algo de interessante, mas estão trancadas, mais a frente tem um homem e ouço ele falando.
-Muitas vozes. Elas me seguiram até aqui. Não vou mais dormir.
Não consigo passar pelo portão, está trancado. Decido então ver o outro lado do corredor, tento abrir as portas e todas trancadas, até que uma delas um homem coloca o braço para fora do vidro bem na hora que eu chego perto, assim me dando um grande susto, ele fica mexendo o braço como se estivesse tentando tocar algo ou alguém, no caso eu, filmo com minha câmera e aproximo a visão e consigo ver nítidamente seu rosto deformado, isso é horrível e insano ao mesmo tempo.
Passando dessa cela, encontro uma aberta, porém a cena que vejo lá é perturbadora, uma das paredes parcialmente cheias de, com o que me parece ser sangue humano, e o homem estava num dos cantos do quarto, e quando me vê ele fala o seguinte.
-Ele não deveria ter te machucado, é o que ele disse. Mas quando o gato vai embora... Hmm...hmm...
Andando mais um pouco, a direita, me deparo com o que me parece ser um par de gêmeos falando umas coisas que não deu pra entender muito bem, porém o que eu entendi, eles iriam atrás de mim e tentariam me matar devagar, eles estavam nus e presos por uma grade, menos mal, desço a escada que há ao meu lado, e com a câmera, vou gravando umas coisas, vejo quatro prisioneiros, um deles olha pra mim e fala.
-Por que está com essa cara? Até parece que viu um fantasma.
Vou vasculhando um pouco as celas e de repente um dos prisioneiros grita.
-Eles estão no meu sangue e eles querem sair...Eu consigo sentir...
Eu realmente preciso sair desse lugar, isso está indo de mal a pior cada vez mais.
Continuo vasculhando por entre as celas, até que quando abro uma vejo uma abertura na parede grande o suficiente para eu passar de lado, essa vai ser a minha saída daquela "prisão", porém ouço uns gritos vindo de algum lugar depois daquela abertura, o que me faz recuar um pouco, mas depois de tudo o que eu vi até agora, gritos não me assustam mais.
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Outlast : O Pesadelo
HorreurMiles Upshur, é um jornalista autônomo, que um dia recebe um email de fonte anônima, conhecida apenas como "The Whistleblower" (O Denunciante), sobre um hospital psiquiátrico que pertence e é operado pela corporação Murkoff. Porém ao chegar ao local...
