Logo que termino de ler aquele arquivo, ouço como se fosse alguém falando alguma coisa, curioso, pego minha câmera e olho pela janela para ver o que há de estranho la fora, felizmente não é nada.
Dou uma vasculhada na sala e acho bateria para a minha câmera, decido enfim sair de la para ver o que há mais adentro do corredor.
A minha esquerda há um corredor com mais uma daquelas salas de esterilização, porém ela está quebrada, e, mais a frente do corredor há setas na parede e no chão feitas com sangue, então decido seguir o sangue para ver o que me espera mais pra frente.
Há uma porta pra onde o sangue indica, porém, quando vou abri-la, está trancada por uma fechadura eletrônica e precisarei de um cartão pra poder destravar a porta, mas aonde eu encontro esse cartão?
Volto e sigo por aquele corredor, está muito escuro e sou obrigado a usar a visão noturna de minha câmera para poder enxergar, sigo pelo corredor e ouço uma voz grossa abaixo de onde estou falando.
-Eu tenho que contê-lo.
Aquele mesmo mostro, Chris Walker, eu acho, tenho quase certeza que ele estava falando de mim, porém a cena que eu vejo é aterrorizante, ele arrancando a cabeça de um dos internos com as próprias mãos.
Fico tenso e sem saber o que fazer ou pra onde ir, tento abrir os portões que há aqui, porém todos trancados. Vejo um policial morto encostado na parede, me abaixo e quando olho melhor vejo exatamente o que eu queria, o cartão de acesso. Pego o cartão e saio correndo na mesma hora para aquela porta trancada, vou com a ajuda de minha câmera para poder enxergar aonde estou indo. Chego rapidamente na porta trancada e uso o cartão, e a porta é destravada. Abro a porta bem devagar para fazer o menos barulho possível, é muito escuro aqui e por isso preciso ficar com minha câmera sempre ligada, troco a bateria dela e tudo certo.
Dentro da sala, escuto alguém gritando por socorro, ignoro o grito, afinal eu tinha que sair daqui, sigo pelo corredor e graças a minha câmera, me deparo com um daqueles gêmeos no fim do corredor me esperando, levo um susto e a única forma de passar por ele vai ser pendurado pelo lado de fora, é exatamente o que faço, pulo a janela e vou pendurado até a outra janela, de repente ouço ele falar.
-Santo Deus, ele sumiu.
-Sumiu sem deixar traços.
-Eu detecto um sarcasmo.
-Foi a minha intenção. Ele acha que somos idiotas ou burros.
-Vamos puxar ele para dentro e abrir sua barriga.
-Espere, apenas um momento.
Droga! Ele está com o irmão dele, preciso ser rápido, está chovendo muito forte aqui fora e por isso tenho que tomar o máximo de cuidado para não escorregar.
Chego na última janela do corredor e tomo coragem para subir, torcendo para eles não estarem mais lá, mentalmente, conto até 3 e subo, para a minha sorte, eles não estavam mais lá.
Chego no final do corredor e, a minha direita há uma porta, eu a abro com muita cautela e me deparo com dois caminhos, um a minha direita e um mais a frente, decido ir em frente, estou em outro corredor, nele há mais uma sala de segurança, e mais algumas sala mais a frente. Entro nessa sala de segurança e vou direto aos painéis de controle, vejo um botão lá e aperto-o, na mesma hora, vejo por uma janela de vidro que separa uma sala de outra, um gás começa a sair dos canos da sala que esta logo a frente.
Não foi uma boa idéia ter feito isso, pois na mesma hora, aquela coisa aparece do outro lado, ele bate no vidro com força e o vidro começa a ceder, enquanto o vidro não quebra de vez, aproveito o mínimo de tempo que eu tenho para tentar escapar dali, porém, para a minha infelicidade, a porta se trancou, e de tanto aquele monstro bater, o vidro enfim se quebra, vejo ele vindo em minha direção, o pânico toma conta de mim e eu não sei o que fazer e nem por onde escapar, mesmo ele sendo enorme, ele é muito rápido, tento correr dele procurando um jeito de fugir dele, quando vejo que uma parte da tubulação de ar está aberta, pego impulso na mesa que esta logo abaixo e pulo para a tubulação, e consigo escapar de seu golpe que por muito pouco não me acertou em cheio.
Sigo pela tubulação e mais a frente há a saída dele, saio da tubulação e me deparo com o lado de fora da sala de segurança. Droga! Quando olho para trás, vejo a porta sendo arrombada e aquele monstro saindo de lá, corro para o o lado contrário do corredor, quando eu passo em frente a sala de esterilização, algo lá dentro explode e me joga um andar abaixo de onde eu estava, caio de costas no chão e grito de dor, porém alguma coisa amorteceu a minha queda, quando eu olho aonde caí, vejo um monte de corpos empilhados cheios de sangue.
Pego minha câmera que está intacta, e ainda sentindo dores, procuro alguma saída, está muito escuro aqui, usando a visão noturna, logo reconheço que lugar é esse aonde eu cai. Esse lugar é aonde eu acordei depois do padre me cedar. Olho para frente e vejo uma barreira de móveis, do outro lado desta barreira, vejo aquele monstro pulando de onde estávamos e vindo em minha direção. Teria que arranjar um jeito de eu me esconder dele, porém não há nada aqui em que eu possa me esconder, teria que usar a escuridão a meu favor, e torcer para ele não me escutar, sentir meu cheiro, ou algo do tipo. Entro em uma das celas e deito no chão, está muito escuro lá, o que pode me ajudar. Fico deitado por um tempo, até ter certeza que ele não me viu, ou vai me ver ali. Ouço passo e barulhos de correntes sendo arrastadas, é ele, uso minha câmera para poder enxergar, não o vejo chegar então decido sair da cela, saio abaixado e bem devagar para não fazer barulho, o barulho de correntes continua, porém não vejo ele em lugar algum, chego perto da barreira que há perto da escada, de repente ele aparece andando e passa na minha frente, prendo a respiração e fico quieto, torcendo para que ele não me veja, assim que ele passa de mim, vou ainda abaixado em direção a escada, subo a escada e viro a direita em um portão arrombado, lá em baixo ouço ele me chamando de porquinho, ignoro-o e continuo pelo corredor procurando uma saída, fazendo o mínimo barulho possível.
Mais a frente do corredor, vejo ele arrombando o portão e vindo em minha direção - Agora já era - penso comigo mesmo, saio correndo e dou a volta no corredor chegando aonde ele quebrou, passo por uma estreita passagem que há em uma barreira, sei que ele não consegue passar por ali, mas mesmo assim, o pânico ainda tomava conta de meu corpo, chego a um lugar aonde há uma pequena passagem, passo por ele abaixado e do nada, vejo um rosto de uma pessoa me olhando o que me faz levar um grande susto, felizmente esse interno é "amigo". Finalmente consigo despistar aquela coisa, pelo menos por enquanto.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Outlast : O Pesadelo
HororMiles Upshur, é um jornalista autônomo, que um dia recebe um email de fonte anônima, conhecida apenas como "The Whistleblower" (O Denunciante), sobre um hospital psiquiátrico que pertence e é operado pela corporação Murkoff. Porém ao chegar ao local...
