Capítulo XLII- Ansiedade

64 4 3
                                        


Oslo, Noruega

Pov' Eva

- PAAAIIIIII... CHEGUEEEI! _ Grito abrindo a porta da mansão, adentrando a mesma, sendo seguida pela minha equipe. E não demora muito pro Sr. Vits aparecer no meu campo de visão, com um sorriso super largo no rosto, a mão direita dentro do bolso de sua calça social, gatão como sempre, aff!

- Seja bem vinda minha princesa!!! _ Diz me abraçando apetado, e beijando o topo da minha cabeça.

- Estava morrendo de saudades gatão... _ Admito, ainda o apertando em nosso abraço.

- Eu também meu amor, você não imagina o quanto... _ Fala me soltando, colocando as duas mãos no meu rosto, olhando nos meus olhos. - Como foi de viajem meu bb? _ Pergunta preocupado, ainda com as mãos em meu rosto. E eu sorrio com seu apelido carinhoso, porém super brega. Mas não me incomodo, gosto de sentir o amor e carinho dele.

- Cansativo, mas bem tranquilo pai, não se preocupe! _ Respondo o tranquilizando. Abraço ele de lado, e viro de frente para a minha equipe, junto com ele. Que os encara sério.

Meu pai é assim mesmo, e o meu pessoal já até acostumou com sua carranca. Sorrisos, simpatia, e carinho é só pra mim, porque para os outros é sempre cara fechada, de ruim mesmo. Posturado demais cara, que isso haha.

- Sejam bem vindos a Oslo! _ Meu pai diz sério, e eu sorrio. Eles o respondem, com um obrigado, meio sem graça, por se sentirem intimidados. - Tá com fome bb? Vem, mandei preparar um café da manhã reforçado pra vocês, depois o George, que é o responsável por colocar tudo em ordem aqui, vai mostrar a casa pra vocês. _ Fala, ainda me abraçando de lado, nos conduzindo até o que eu acho ser sala de jantar, onde já posso visualizar uma mesa gigante, cheia de comida, tudo do bom e do melhor.

Nos sentamos ali, e matamos o que estava nos matando cara, já tinha mais de 12h que não comíamos, voo foi cansativo demais. Demoramos bastante tempo sentados a mesa, mais conversando do que comendo, meu pai me colocou a par de algumas coisas sobre os negócios, e demonstrou preocupação por ainda não ter conseguido a parceria com as facções brasileiras, mas mal sabe ele, que esse será o meu presente pra ele e o Sr. Schistad de estreia aos negócios.

Já tenho toda a negociação feita com o CV, PCC, ADA e TCP. Lá uns tem rivalidades com os outros, mas eu consegui um acordo com ambos, onde cada facção receberá um tipo específico de armamento, e as drogas serão enviadas por igual a todos! Tentei o máximo ser justa, e isso os agradou muito. Fiz tudo isso na maciota, a alguns meses atrás quando estive no Brasil. Pelo o que sei nossa máfia tenta a anos um acordo com as facções brasileiras, e todas sem sucesso, lá era o único território que não tínhamos em nosso controle, do que não é o caso agora.

Fechei a negociação, mas pedi um prazo decadencial para aos líderes, pois preciso do aval do meu pai e de seu sócio. Estudei e sei que tudo o que eu for fazer, preciso pedir a autorização de ambos, por respeito a hierarquia. Após análise e liberação deles, basta uma ligação que está tudo fechado, a exportação começa a todo vapor imediatamente.

Não foi uma negociação muito difícil pra mim, digamos que o meu poder de persuasão é bem aguçado. Mas não posso negar que tive uma pequena ajudinha do Greguinho nisso tudo, mas garanto que foi muito bem recompensado depois hahaha...

Após a nossa refeição, George nos mostrou a casa, e onde o meu pessoal vai ficar. Tudo muito confortável, papai não mediu esforços, e isso me deixa muito feliz. Minha equipe é minha família.

Estou encantada com a casa, é enorme e tem de tudo, mas o cômodo que mais me agradou, obviamente foi o meu quarto. É simplesmente maravilhoso, do conforto a decoração, tudo muito moderno, e a minha cara. Minhas roupas já estavam todas organizadas no meu closet, e ali havia não só as roupas que trouxe, como várias outras, que possuíam até etiqueta, tenho certeza que isto é obra do senhor Vits, exagerado...

Playing with fireOnde histórias criam vida. Descubra agora