CAPÍTULO 02

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Nahoya on

Fazia três dias que nós tínhamos nos despedido do Baji, ainda é difícil pensar que alguém que estava tão perto se foi, em questão de segundos aconteceu, Souya começou a se recompor agora, ele tem o emocional bem fraco e isso afetou ele de uma forma enorme, claro, afetou todos, mas ele mal conversava ou comia, fiquei realmente preocupado, mas acho que todos estão conseguindo se levantar agora

Nossa mãe, tem uma floricultura, e as vezes Souya e eu ajudamos ela a vender as flores, hoje era um desses dias, eu estava no caixa e Souya estava regando as florzinhas no armazém, segundo ele isso o deixa calmo, é bem tranquilo aqui, hoje nós não tivemos tantas vendas, mas acredito que possa ser o tempo, estava chovendo muito, quase ninguém saí de casa nesse tempo, só estavamos esperando o horário para fechar a loja e voltar pra casa

Eu fui até o armazém e chamei Souya para podermos fechar a loja e arrumar para o dia seguinte, após voltar para o salão de flores vejo dois homens de costas, eles estavam molhados, provavelmente estão fugindo da chuva, uma pena vou ter que extorquir eles para ficar aqui

- Posso ajudá-los? - Perguntei e vi os homens se virarem para me olhar - Uh? Eu conheço vocês de algum lugar

O rapaz de tranças me olhou com um brilho nos olhos, já o outro loiro ao seu lado parecia surpreso, eu hein, é cada gente estranha que aparece por aqui

- Você... Trabalha aqui? - O moço de tranças Olhou para o crachá que estava na minha blusa e se aproximou - Nahoya... - Ele sussurrou, parecia estar pensando alto

- Sim? - Ele me analisou por um tempo, e então eu me toquei quem eles eram, meu Deus Nahoya que lerdeza - Espera... São os Haitani's? - Nessa hora Souya saiu tão rápido do armazém que acabou batendo a cabeça na porta, provavelmente ele estava ouvindo - Souya?! Tá bem maninho? - Fui até ele e ele tinha um biquinho nos lábios, coloquei as mechas do cabelo dele atrás da orelha, para ver onde tinha machucado, tinha um galinho na testa dele, fiz um carinho no local e acariciei sua bochecha - Tá tudo bem maninho, em casa colocamos gelo tá? - Ele concordou e limpou os olhos que estavam lacrimejando

- Que lindo... - O cara loiro disse baixo, mas ouvimos e olhamos para ele que pareceu envergonhado, já que virou o rosto quando o olhamos

- Bom, querem comprar alguma coisa? - Disse me aproximando novamente

- Você ta a venda? - Ran disse com um sorriso divertido

- Ainda não, mas temos tulipas - Ele riu e se aproximou mais

- Você citou nosso sobrenome, mas sabe quem Somos - Ran sussurrou rente ao meu rosto e eu me distancie

- Desnecessário essa proximidade - Fui perto de Souya que Parecia, sem jeito com Rindou o olhando tanto - Eu sei quem vocês são, mas se não vão comprar nada, podem ir embora pois vamos fechar a loja

- Mas está chovendo muito lá fora - Rindou disse indignado

- Ah que pena - Faço isso desde criança, não sinto remorso algum - Então... Querem algo? - Os irmãos se olharam e Ran riu

- Eu amei você, ok, quero um buquê de tulipas - Ran pediu e me encarou com um sorrisinho, ele tá me paquerando?

- Preferência de cor? - Perguntei e Souya já foi pegar a fita para montar o buquê

- A que você achar melhor - Fiquei levemente confuso com essas investidas dele, mas ignorei

Ajudei Souya a preparar o buquê, mas ainda sentia o olhar dos dois, que merda, por que estão encarando tanto? Eles são estranhos, não que eu seja o cara mais normal, mas isso eu não faço

- Mano... Por que eles estão olhando assim pra gente? - Souya sussurrou pra mim eu fechei o sorriso e me virei para ver eles, Ran acenou como se não estivesse fazendo nada suspeito e confesso estava começando a me irritar

- Não sei também, vamos terminar logo - Coloquei um papel em volta da flor, e Souya fez um laço - Prontinho - Voltei a sorrir e entreguei a flor para Ran, que ficou olhando o buquê com um sorriso estranho se eu posso dizer

- Roxo é? - Respirei fundo, ele tava testando minha paciência só pode

- Deu 68 ienes, como vai ser o pagamento? - Ele revirou os olhos e deu o buquê para Rindou segurar, ele ainda estava encarando o Souya, mas que porra hein

- Aqui gatinho - Ran me deu dinheiro a mais e eu ia trocar para devolver o troco mas ele me parou - Não precisa de troco não, se quiser aceito seu número de telefone em troca - Respirei fundo e apertei meu avental tentando conter minha raiva

- Olha sinto muito, mas não vou te dar meu número - Ele fez um biquinho e começou a insistir

- A por favor vai gatinho, por favor, por favor vaaai, por favoor - Eu estava tentando manter a calma a muito tempo, mas assim não dá né, ele realmente é mais velho que eu?

- Ta já chega! Mas que porra! - Peguei um papel e escrevi o meu número, Ele deu um sorrisinho

- Do raivozinho também - Ran disse e eu olhei Souya que concordou me dando permissão para por seu número também, esses caras são um saco, então esses são os temidos Haitani's? - Obrigado gatinho - Entreguei o papel para ele e Respirei fundo

- Sinceramente... Esperava mais dos irmãos Haitani - Ran guardou o papel e deu um risinho

- Você não tem idéia do que somos capazes de fazer - Ele me olhou de forma séria e voltou a sorrir, que idiota - Vamos Rindou, a chuva parou - Rindou concordou e seguiu o irmão

Quando eles saíram Souya e eu respiramos fundo, que praga difícil de sair viu, desamarrei o avental e retirei para fechar a loja, antes que mais loucos aparecem

- Nah... Oque aconteceu hoje? - Eu dei um risinho, Souya ainda Parecia tentar raciocinar as coisas

- Eu também não entendi Sou... Mas vamos logo antes que mais loucos cheguem - Souya concordou e me ajudou a fechar a loja, no final nós até esquecemos de limpar a loja pra amanhã, enfim, de manhã fazemos isso porque minha paciência hoje já esgotou
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Espero que tenham gostado do cap de hoje (ʃƪ^3^)

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