CAPÍTULO 33

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Nahoya on

Ran parecia melhor, ainda estava fraco, mas a enfermeira disse que com o tratamento certo e a alimentação regulada, ele melhoraria em até uma semana, ele só precisa manter o repouso, eu quero ver ela fazer esse maluco ficar parado por uma semana, Ran não para nem por uma hora

A enfermeira tirou a bolsa a de sangue que já tinha acabado e trouxe uma sopa para o Ran comer, claro que ele não perdeu oportunidade de fazer drama

- Aí... Eu ainda tô com muita dor no corpo, me ajuda a comer? - Palhaço, respirei fundo e peguei o prato com sopa - Acho que quase morrer tem seus benefícios

- Não faz eu enfiar essa colher na sua goela não- Ele riu e fez uma cara de dor - Ran, você sabe que vai ter que ficar de repouso todos esses dias né? - Ele concordou enquanto eu dava sopinha pra ele - E você vai obedecer oque o médico disse né? - Ele concordou, eu não tô acreditando nisso, eu duvido que ele vai ficar parado - Ran... - Parei de dar comida pra ele e ele respirou fundo

- Nah eu já entendi... - Ele me chamou pelo apelido, merda fica calmo Nahoya, é só um apelido... É só um apelido que arrepiou meu corpo todo, para de fogo retardado - Tudo bem Nah? - Mai que merda

- P-pode parar de me chamar? É estranho - Ele sempre me chamou assim, mas eu não sei se é porque, eu não fico sozinho com ele a muito tempo, se é porque eu não fiquei com ninguém sem ser ele, mas o fato dele me chamar de "Nah", faz eu lembrar de coisas, que não deveria lembrar... Pelo menos não agora

- Uhm? Você tá envergonhado? - Merda eu tô vermelho? Odeio quando fico assim - Mas eu não fiz nada... Fiz? - Ele me puxou pra mais perto e coloquei a sopa na mesinha ao lado da cama - O que foi Nah? Tá magoado comigo ainda? - "Nem tanto, é só que toda vez que você me chama de Nah eu quero sentar em você", foi oque eu pensei, mas não ia falar isso

- Não Ran, não é isso... Só vai ter que me reconquistar, acha que a vida é um morango? - Sorri e ele sorriu também, pronto reconquistou

- Você sabe que eu amo desafio... Foi assim que eu me apaixonei por você, dessa vez eu vou te reconquistar e a gente vai se casar - Eu ri e ele me fez sentar na cama do lado dele

- Você sabe que não tem como pessoas do mesmo gênero se casar aqui né? - Ele ficou pensativo e pegou a sopa ignorando totalmente minha pergunta

- A gente se casa em outro lugar - Eu ri e ele continuou comendo a sopa, ele fala isso com tanta naturalidade, é um bobo mesmo - Nah... - Mai de novo - Quer dizer... Nahoya... O Rindou falou com vocês? Ele explicou tudo?

- Uhm... Ele falou, Ran... Me desculpa, eu sei que vocês não estavam certos, mas eu deveria ter escutado você, deveria ter confiado em você... Eu também estava errado - Ran colocou o prato em cima da mesinha e me puxou pra deitar com ele, eu não deveria estar aqui, eu sinto que tô muito mole com ele

- Eu deveria ter confiado mais em você também, eu deveria ter contado oque estava acontecendo... É que... Você já estava tão cheio de coisas... Não queria te preocupar - Ele se aproximou mais, e eu virei o rosto, eu não posso ceder assim tão fácil

- Não... - Ele virou meu rosto pra ele novamente e meu coração começou acelerar, eu estava parecendo uma criança dengosa, só ele pra me fazer ativar esse modo

- Nah... - Droga, porque ele continua me chamando assim? Isso me deixa excitado cacete

- Ran para... - Assim eu não consigo aguentar... Eu conseguia ouvir o coração dele, certeza que ele ouvia o meu também, estávamos tão próximos

- Nah, para de ser cabeça dura...

- Eu... Não sou... - Antes d'eu conseguir terminar, Ran me deu um beijo, foi um beijo calmo, mas que começou a ganhar intensidade, Ran apertava minha cintura, e nossas pernas estavam se esfregando, a mão de Ran começou a descer até minha bunda, eu definitivamente fiquei louco, a gente ta no hospital, ele acabou de sair de uma cirurgia, a gente não pode continuar - Uhn... - Ran apertou minha bunda a mão dele é tão grande, ele colocou a mão por dentro da calça que eu estava e foi indo até minha entrada, droga Nahoya, para de ser assim, eu segurei o ombro de Ran e separei o beijo - Ran a gente não pode continuar - tirei o braço dele onde estava e levantei saindo da cama - Isso é perigoso - Ran segurou minha mão

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