Capítulo 9

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  O ódi, pela ex queridinha do país, atingia níveis cada vez maiores, ultrapassando as redes sociais, não demorou para que inúmeras pessoas, viessem a se reunir na porta do prédio onde Gabi, morava para manifestarem contra ela, inúmeros cartazes repletos de ofensas eram vistos, os gritos, chamavam a atenção de inúmeras pessoas, que se aglomeravam ao redor dos manifestantes.

Em  minutos o ocorrido, atraiu a atenção da Mídia, que passou a fazer cobertura da manifestação, nem mesmo Carolina, escapou da irá das pessoas, sendo hostilizada na universidade, o que a fez voltar para casa, e ter que enfrentar uma multidão enlouquecida, que por pouco não a agrediram.

Ciente de tudo, que havia ocorrido com sua irmã, Gabi, ficava cada vez  mais desesperada, nem mesmo as palavras de sua mãe a acalmava, a distância e o silencio de Marlon, a atormentava, a deixando a beira da loucura, os gritos a atordoava.

Após muita negociação a polícia, conseguiu dispersar os manifestantes.

Gabi Martins, era a notícia do momento, as críticas e ofensas, pioravam, ainda mais suas crises de ansiedade, que passaram a ser frequentes.

No dia seguinte, alguns manifestantes, se infiltram no prédio, e pixam a porta do apartamento, da família Martins, com as seguintes frases:

Nazista, Facista, maldita!!! Gabi Racista!!! Ladra!!! Falsa!!! Mesquinha!!! Bonequinha Artificial!!!

Esse ato causou muito medo, nos pais de Gabi, que pensavam em uma maneira de afastar sua filha dos perigos da cidade.

Reunidos na sala, com Carolina, sentados no sofá, eles debatiam, inúmeras possibilidades quando são surpreendidos, por Gabi.

— Não precisam continuar com essa discussão, eu já me decidir. — Afirmou Gabi, se aproximando  deles.

— Filha, isso não é uma coisa, para se decidir de uma vez! — Exclamou José, pai de Gabi.

— Seu pai tem razão, ainda vamos encontrar um lugar seguro, até a poeira baixar. — Comentou Maira.

— Me desculpa, mas irei para casa  da tia Maria. — Afirmou Gabi, olhando para seus pais.

— Sua tia avô, mora sozinha, você não terá nenhuma segurança, por acaso não compreendeu  que sua vida corre perigo?  — Indagou José, se levantando do sofá, encarando sua filha.

— Ela nunca foi associada a mim, logo ninguém poderá chegar até ela, uma vez lá, ficarei apenas na casa dela. — Proferiu Gabi.

— Irei com você, maninha. — Comentou Carolina.

— Eu também! — Afirmou Maira.

— Não, já causei demais, Carol sei que sofreu represália na universidade por minha causa, mãe me perdoe, mas quero ficar sozinha, me isolar de tudo e todos. —  Afirmou Gabi.

— A tia Maria, não vai aceitar o risco, isso é uma péssima... — Falou José, sendo interrompido, por Gabi.

— Desculpe, pai, mas já falei com ela, e está tudo combinado, a tia Maria, mora em um sobradinho e terei o espaço que quero, ela disse que posso contar  com todo apoio dela. — Proferiu Gabi.

— Com suas crises de ansiedade, se isolar nesse momento, está fora de cogitação, filha eu... — Disse Maira, sendo interrompida, por sua filha.

— A tia Maria, já está por dentro de tudo isso, mãe a senhora sabe que preciso de paz, vou ficar bem, eu juro. — Afirmou Gabi.

— Acha mesmo que Goiânia, é um bom lugar, para você ir? — Indagou José, ainda em pé, a encarando.

— Sim, sempre gostei da tia Maria, ela vai ligar para o senhor hoje, para combinarem  uma forma segura para minha ida. — Disse Gabi.

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