Capítulo 12

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Diante uma tragédia eminente, Raphael visualizava em sua mente as notícias do dia seguinte, "O triste fim da estrela  da música sertaneja choca o Brasil",  isso causou um forte aperto em no coraçãodo jovem, o que de certo modo  lhe deu forças para se aproximar dela lentamente.

Raphael, sabia que tinha que ser cauteloso, para não a assustá-la, mesmo sem saber ao certo o que fazer e dizer, ele se aproxima, logo ficando ao lado dela.

Por estar com seus olhos fechados Gabi, não pode vê-lo. As lágrimas desciam pelo seu rosto, no exato momento que ela  veio a abri-los finalmente   pode ver Raphael ao seu lado.

— Ótimo lugar para sentir essa brisa, não sabia que você gostava dessa sensação de liberdade. — Comentou Raphael, a olhando.

— O que?! Por acaso, você é surdo, eu mandei ir embora! — Bravejou Gabi, limpando as lágrimas de seu rosto, o encarando em seguida com seu semblante fechado.

— Estava indo, mas.... Senti que precisava de mim, e olha que surpresa, você aqui, curtindo essa brisa sozinha. — Justificou Raphael, a olhando com um sorriso largo, em seu rosto.

— Não preciso de você, Já disse, me deixa em paz!! Você Só me irrita, vai embora... —  Gritou Gabi, sendo interrompida por Raphael.

— Vai me desculpando, Gabriela, mas não vou a lugar algum, melhor se conformar. — Afirmou Raphael.

— Idiota! Não vê que está me atrapalhando!!! —  Proferiu Gabi.

— Essa brisa é tão importante assim, para você? Ah, ta o ponto aqui é outro, você já parou para pensar na dor que irá sentir, quando atingir a calçada lá me baixo? — Indagou Raphael.

— Não sei, e não quero saber, já disse me deixa em paz! — Ordenou Gabi.

— Certa vez, lê sobre isso, durante o trajeto de poucos segundos até o chão, a maioria das pessoas  permanecem de olhos abertos, mas estão, completamente anestesiadas. Situações de medo extremo, fazem o corpo liberar  hormônios que ... — Disse Raphael, sendo interrompido, por Gabi.

— Já disse, para ir embora! — Repetiu Gabi.

— Sabia que raramente o suicida, tem o privilégio de morrer antes de sentir todos seus ossos se quebrando, e todos seus órgãos  internos se rompendo. — Comentou Raphael.

— Como sabe de tudo isso? — Perguntou Gabi.

— Digamos que, já pensei em algo parecido no passado, mas não vem ao caso, e aí vai continuar com isso? — Indagou Raphael.

— Sei que  falou tudo isso para tentar mudar minha cabeça, mas estou decidida, não aguento mais minha vida, ser acusada, humilhada, e ver todos meus sonhos se desfazerem, a morte é a melhor válvula de escape! — Afirmou Gabi.

— A Morte, não é solução para nada, em algum momento, você parou para pensar nas pessoas que você ama? Tipo seus pais, sua irmã, e até mesmo na dona Maria, que seria a maior afetada com a sua morte, pois você está sobre a responsabilidade dela, você acha que eles merecem essa dor, que você irá causar? — Indagou Raphael, se aproximando ainda mais dela.

— Minha existência já causa dor a eles, com a minha morte, todos eles poderão seguir suas vidas, sem temerem ser agredidos na rua, por minha causa. — Comentou Gabi, em seguida sendo surpreendida por Raphael, que segura, em sua mão.

— Tenho certeza que todos eles, preferem enfrentar tudo isso ao seu lado,  em vez de  te perderem , mas... Se é isso que você quer, irei fazer companhia  para você. — Disse Raphael, olhando para baixo, em seguida, continuando a dizer — Será uma queda e tanto, mas não vou deixar você sozinha, então vamos?

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