008: A mordida

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Kristy Point of View

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Kristy Point of View

Esperamos a Onze se recompor antes de tentar explicar o que tinha acontecido. Mas era óbvio pelo estado dela que não era nada bom; o apavoramento ainda pairava nos olhos dela.

— Ele disse que estava montando alguma coisa. E que era para mim — contou, a voz baixa e tensa.

— Ele tá falando dos devorados? — Max perguntou, confusa.

— Só pode ser — Nancy respondeu, os olhos fixos na Onze.

— Então tá montando um exército, como a gente suspeitava — Lucas falou, pensativo, franzindo a testa.

— É, mas não tá montando o exército para se espalhar — Mike acrescentou, sério.

— Tá fazendo isso para vencer a Onze — Will completou, e um calafrio percorreu a espinha de todos.

— Ano passado, a On fechou o portal. Eu acho que isso deixou ele bem irritado — Mike continuou.

— Bastante — Lucas concordou.

— E o Devorador de Mentes sabe que ela é "quase" a única que pode vencê-lo — Mike falou, e Lucas fez uma cara de confuso.

— Espera, o Devorador de Mentes sabe da existência dos poderes da Kristy? — Lucas questionou. — Ou ele tem medo de enfrentá-la e quer te excluir disso? Ou não sabe de você? Ou sabe, mas só que a On é mais forte? — Ele refletia em voz alta, tentando organizar as possibilidades.

— Boa pergunta — murmurei, ainda processando tudo.

— Ele também disse que ia matar todos vocês — a On avisou, a voz carregada de medo.

— Ah, poxa, que legal — Mike murmurou, com um toque de sarcasmo nervoso.

— Isso inclui a Kristy? — Jully perguntou, preocupada.

— Seja lá o que ele quer com a Kris ou com qualquer um, temos que nos proteger — Nancy falou firme.

De repente, um estrondo alto ecoou de longe, fazendo todos pular.

— Ouviram isso? — Nancy se aproximou da janela, tensa.

— São só os fogos — Jonathan tentou tranquilizar, mas o tom da voz não enganava ninguém.

— O Billy... quando falou com ele, era aqui, nessa sala? — Nancy perguntou, e a Onze confirmou com um aceno nervoso.

Então o som voltou, mais próximo, mais alto, cada vez mais ameaçador.

O Will levou a mão até a nuca, os olhos arregalados de medo.

— Ele sabe que estamos aqui — sussurrou.

Sem pensar duas vezes, corremos para a rua. O céu estava iluminado pelos fogos de artifício, mas logo eles perderam o efeito diante da visão aterrorizante: o monstro avançava, destruindo árvores, quebrando galhos e abrindo caminho até nós. O coração de todos disparou, e cada segundo parecia um eterno pesadelo prestes a se concretizar.

𝐈'𝐚𝐦 𝐇𝐞𝐫𝐞 𝐍𝐨𝐰 • 𝐌𝐚𝐱 𝐌𝐚𝐲𝐟𝐢𝐞𝐥𝐝Onde histórias criam vida. Descubra agora