𝐌𝐚𝐱 𝐌𝐚𝐲𝐟𝐢𝐞𝐥𝐝
Historia reescrita!
"Onde a irmã da Robin se apaixona pela ruiva de Hawkins"
É verão em Hawkins, e o recém-inaugurado shopping se torna o ponto de encontro favorito do grupo. Entre sorvetes, risadas e segredos, Onze, Kristy...
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Kristy Point of View
A Max estava deitada de lado, virada pra mim, brincando distraidamente com a ponta do cobertor. Eu encarava o teto, mas sentia o olhar dela em mim, insistente, curioso.
— Você ficou estranha hoje — ela comentou, num tom leve, como quem não queria que soasse importante.
— Estranha como? — perguntei, virando o rosto devagar na direção dela.
Ela deu de ombros.
— Diferente. Não ruim... só diferente.
Ficamos alguns segundos em silêncio. O tipo de silêncio que não incomoda, mas pesa. A chuva batia fraca na janela, e o quarto parecia pequeno demais pra quantidade de coisas não ditas ali.
— Aquele lugar... — ela começou, mas parou. — Aquela casa me deu arrepios.
— Também — respondi. — Parecia tudo... errado, mesmo quando tava "normal".
A Max assentiu, concordando. Sem perceber, ela se aproximou um pouco mais. Nossos ombros acabaram se encostando, e nenhuma de nós se afastou.
— Você ficou comigo o tempo todo — ela disse, mais baixo. — Isso foi... bom.
Meu coração acelerou um pouco, mas tentei manter a voz firme.
— Claro que fiquei.
Ela virou o rosto pra mim de novo, me observando com atenção demais pra ser casual.
— Às vezes eu esqueço que você não é só... — ela fez um gesto vago com a mão. — Minha melhor amiga.
Engoli em seco.
— E o que mais eu sou? — perguntei, sem encará-la direto.
A Max não respondeu de imediato. Em vez disso, estendeu a mão devagar, como se estivesse testando o terreno, e tocou meus dedos. Foi um contato rápido no começo, quase sem querer. Depois, firme o suficiente pra não parecer acidente.
— Não sei — ela respondeu, por fim. — Mas eu gosto de pensar nisso.
Senti um sorriso nascer sozinho, pequeno, contido.
— Eu também — murmurei.
Ela apertou meus dedos de leve, um gesto simples, mas que fez meu peito esquentar de um jeito diferente. Não tinha pressa, nem certeza, nem rótulo. Só aquela sensação estranha e boa de algo começando.
A Max apoiou a testa no meu ombro, suspirando.
— Promete que não vai ficar estranho?
— Já tá estranho — respondi, com um sorriso de canto. — Mas do tipo bom.
Ela riu baixinho, fechando os olhos, ainda com a mão entrelaçada na minha.
E, pela primeira vez naquela noite, o medo ficou em segundo plano.