007: A fonte

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Kristy Point of View

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Kristy Point of View

Nos juntamos e o Will colocou a mão na nuca, sentindo novamente aquele frio paralisante que subia pela espinha. As luzes continuaram a piscar, agora com uma intensidade quase ensurdecedora, lançando sombras que dançavam pelo corredor.

— Ele está aqui — alertou Will, a voz trêmula.

— Vamos — falei, e seguimos pelo corredor, ignorando a recepcionista que tentava nos chamar a atenção com protestos abafados. O elevador demorava demais, então subimos pelas escadas, cada degrau ecoando pelo prédio silencioso.

Um grito cortou o ar, fazendo nossos corações dispararem. Jonathan estava parado em frente a uma porta, tenso, tentando abri-la. De repente, a On interveio, concentrando sua energia: a porta foi arremessada para longe, voando com força contra a parede.

E então o horror se revelou: um monstro grotesco atacava a Nancy, que gritava tentando se desvencilhar.

— Caramba! — Mike disse, aterrorizado, sentindo seu corpo tremer.

— Que porra é essa? — Max xingou, surpresa, enquanto recuávamos.

O monstro avançou em nossa direção, espalhando uma gosma viscosa pelo chão. A On imediatamente usou seus poderes, arremessando-o em direções opostas, jogando-o contra cantos e móveis, mas ele não parava. Quando tentou atacar novamente, bateu na janela, quase a quebrando.

— Vai! — Jonathan gritou, certificando-se de que a Nancy estava fora de perigo.

Corremos atrás da criatura, que agora parecia se contorcer de forma ainda mais repugnante. Sua forma gelatinosa se movia lentamente em direção ao ralo do esgoto, deixando um rastro viscoso e fedido. Cada passo que dávamos fazia o ar ficar mais pesado, o cheiro mais insuportável.

— Precisamos detê-lo antes que ele desapareça no esgoto — disse eu, tentando manter a calma, mesmo com o estômago revirado pelo nojo.

O monstro, uma massa informe de tentáculos e gosma, começava a se recompor, assumindo contornos cada vez mais humanos e, ao mesmo tempo, impossíveis. Era como se o próprio terror tivesse ganhado forma.

— Rápido! — gritou Mike, já suando frio. — Se ele entrar no esgoto, a gente perde a chance!

Antes que pudéssemos reagir, a gosma monstruosa começou a se contorcer e, num movimento rápido e repentino, deslizou para dentro do ralo. Um som viscoso ecoou pelo corredor enquanto ela desaparecia na escuridão do esgoto, como se engolisse a luz ao redor.

Onze avançou, mas não conseguiu segurar. — Merda! — ela murmurou, frustrada. — Ele entrou muito rápido!

O cheiro de podridão e produtos químicos subiu pelo ar, nos fazendo recuar. Max apertou minha mão com força, e eu senti seu medo se misturando ao meu. A escuridão do ralo parecia viva, pulsando de forma ameaçadora.

𝐈'𝐚𝐦 𝐇𝐞𝐫𝐞 𝐍𝐨𝐰 • 𝐌𝐚𝐱 𝐌𝐚𝐲𝐟𝐢𝐞𝐥𝐝Onde histórias criam vida. Descubra agora