𝐌𝐚𝐱 𝐌𝐚𝐲𝐟𝐢𝐞𝐥𝐝
Historia reescrita!
"Onde a irmã da Robin se apaixona pela ruiva de Hawkins"
É verão em Hawkins, e o recém-inaugurado shopping se torna o ponto de encontro favorito do grupo. Entre sorvetes, risadas e segredos, Onze, Kristy...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Kristy Point of View
Minha cabeça latejava como se alguém tivesse quebrado um relógio dentro dela.
Eu ainda estava no chão do sótão, sentindo o coração disparado, quando a realidade foi voltando aos poucos: o cheiro de mofo, a poeira, a lanterna tremendo na mão do Steve, o rosto da Max tão perto do meu que parecia que o mundo inteiro tinha encolhido até caber só ali.
— Kris... — a voz dela saiu fraca, mas viva. — Você tá aqui. Você voltou.
Eu pisquei algumas vezes antes de conseguir focar direito. Minha garganta ardia.
— Eu disse que não ia te deixar — murmurei, tentando levantar a mão para tocar o rosto dela.
Ela segurou minha mão antes mesmo de eu conseguir chegar até ela, entrelaçando nossos dedos com força demais, como se tivesse medo de eu desaparecer de novo.
— Você me assustou pra caralho — ela disse, a voz falhando. — Eu achei que tinha te perdido.
— Ei — sussurrei, forçando um meio sorriso. — Não tão fácil assim.
Foi então que o resto do mundo pareceu lembrar de existir.
— Santo Deus... — Dustin falou, com os olhos arregalados. — Ela literalmente foi sugada pra outra dimensão e voltou.
— Isso não foi "outra dimensão", né? — Robin perguntou, inquieta. — Foi o mundo do Vecna.
Steve se agachou ao meu lado, sério como eu nunca tinha visto.
— O que você viu lá?
O silêncio caiu pesado.
Eu fechei os olhos por um segundo, e imediatamente senti de novo: o ar vermelho, as paredes pulsando, a presença dele. Meu corpo respondeu sozinho, um arrepio subindo pela espinha.
— Eu... não vi só — falei devagar. — Eu senti.
Abri os olhos e encarei a Nancy.
— Essa casa tá cheia de ecos. Não só do que aconteceu com a família Creel, mas do que ele se tornou depois. O Vecna não só usa esse lugar... ele tá ligado a ele.
— Ligado como? — Lucas perguntou.
— Como uma âncora — respondi. — Como se a casa fosse o primeiro corpo dele. O primeiro altar.
Max apertou minha mão com mais força.
— Ele falou comigo também — completei, a voz ficando mais firme. — Ele sabe quem eu sou. Sabe o que eu faço.
— E isso é ruim pra caralho — Steve resumiu.
— Ele me chamou de ponte — falei, engolindo em seco. — Disse que eu absorvo, que eu poderia... abrir caminhos.