006: Um mini portal

1K 91 18
                                        

Kristy Point of View

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.



Kristy Point of View

Minha cabeça latejava como se alguém tivesse quebrado um relógio dentro dela.

Eu ainda estava no chão do sótão, sentindo o coração disparado, quando a realidade foi voltando aos poucos: o cheiro de mofo, a poeira, a lanterna tremendo na mão do Steve, o rosto da Max tão perto do meu que parecia que o mundo inteiro tinha encolhido até caber só ali.

— Kris... — a voz dela saiu fraca, mas viva. — Você tá aqui. Você voltou.

Eu pisquei algumas vezes antes de conseguir focar direito. Minha garganta ardia.

— Eu disse que não ia te deixar — murmurei, tentando levantar a mão para tocar o rosto dela.

Ela segurou minha mão antes mesmo de eu conseguir chegar até ela, entrelaçando nossos dedos com força demais, como se tivesse medo de eu desaparecer de novo.

— Você me assustou pra caralho — ela disse, a voz falhando. — Eu achei que tinha te perdido.

— Ei — sussurrei, forçando um meio sorriso. — Não tão fácil assim.

Foi então que o resto do mundo pareceu lembrar de existir.

— Santo Deus... — Dustin falou, com os olhos arregalados. — Ela literalmente foi sugada pra outra dimensão e voltou.

— Isso não foi "outra dimensão", né? — Robin perguntou, inquieta. — Foi o mundo do Vecna.

Steve se agachou ao meu lado, sério como eu nunca tinha visto.

— O que você viu lá?

O silêncio caiu pesado.

Eu fechei os olhos por um segundo, e imediatamente senti de novo: o ar vermelho, as paredes pulsando, a presença dele. Meu corpo respondeu sozinho, um arrepio subindo pela espinha.

— Eu... não vi só — falei devagar. — Eu senti.

Abri os olhos e encarei a Nancy.

— Essa casa tá cheia de ecos. Não só do que aconteceu com a família Creel, mas do que ele se tornou depois. O Vecna não só usa esse lugar... ele tá ligado a ele.

— Ligado como? — Lucas perguntou.

— Como uma âncora — respondi. — Como se a casa fosse o primeiro corpo dele. O primeiro altar.

Max apertou minha mão com mais força.

— Ele falou comigo também — completei, a voz ficando mais firme. — Ele sabe quem eu sou. Sabe o que eu faço.

— E isso é ruim pra caralho — Steve resumiu.

— Ele me chamou de ponte — falei, engolindo em seco. — Disse que eu absorvo, que eu poderia... abrir caminhos.

𝐈'𝐚𝐦 𝐇𝐞𝐫𝐞 𝐍𝐨𝐰 • 𝐌𝐚𝐱 𝐌𝐚𝐲𝐟𝐢𝐞𝐥𝐝Onde histórias criam vida. Descubra agora