"Acho que ela gosta de você."
Pov Jason
Às vezes eu acho que ninguém vai me levar a sério, ou me ver pelo, o que eu sou. Sempre fui um cara rodeado de pessoas, amigos, garotas, mas confesso que nunca me sentir muito completo, é como se faltasse algo, mas eu não sei o que é.
Depois da minha discussão com a Katherine fiquei deitado pensando na bagunça que está minha vida. Como que eu fui me meter nessa roubada? E se depois de tudo a Nicole ainda não me ama? Vejo a porta se abrir devagarinho após escutar três batidinhas, me viro para olhar e vejo minha mãe entrando.
— Trouxe um lanchinho pra você — ela me entrega a bandeja com suco e alguns salgadinhos.
— Obrigado, mãe — sorrio fraco.
— O que aconteceu com vocês dois? Odeio te ver assim e a Katherine saiu faz horas e não voltou ainda — ela pergunta me fazendo levantar preocupado.
— Como assim, pra onde ela foi? — Ela pode acabar se perdendo se sair dos arredores da casa.
— Em direção ao lago, pela trilha, ela estava com muita raiva, tentamos impedir, mas ela queria ficar sozinha, você deveria ir atrás dela.
— Não. Eu não vou, ela que deixe de ser criança e volte.
— E você é muito adulto. Cadê aquele cara carinhoso, gentil e feliz, ele é meu filho, essa versão revoltada não combina com você - estreito os olhos pra ela irritado. Odeio quando ficam me comparando com o adolescente bobo que eu era.
— Não sou babá dela, ela que se vire.
— Não, só namorado.
— Não namoramos de verdade — ela arqueia a sobrancelha para mim, esperando uma explicação — eu não quis dizer isso, foi raiva do momento, eu... eu vou atrás dela — bufo pego uma camiseta, visto e vou até o lago fazendo o mesmo caminho que ela. A última coisa que quero agora é explicar pra minha mãe, que nosso namoro não passa de uma mentira.
Eu odeio mentir para ela, mas ela nunca entenderia o que estamos fazendo, ela odeia mentiras e é o que estamos fazendo, ou era.
Sigo pela trilha de pedrinhas até chegar no lago, de longe vejo ela sentada escorada numa árvore escutando alguma coisa em seu fone de ouvido.
— O que você está fazendo? Estão todos preocupados com você — falo grosso. A mamãe tem razão, nem eu mesmo estou me reconhecendo, eu jamais falaria com alguém assim, mas quando se trata dela, eu não consigo me controlar.
— Não mandei ninguém se preocupar comigo — ela responde sem tirar os olhos de umas flores que ela estava olhando.
— Você quer estragar tudo? Quer que as pessoas descubram a verdade? - ela levanta ficando de frente a mim.
— Por mim — ela dá de ombros e começa a andar na direção oposta da casa — não vou perder nada com isso.
— Para de graça garota e vamos logo — seguro o braço dela, mas ela puxa fazendo eu soltar — você é insuportável.
— E, porque insistiu tanto para eu vir? Eu não queria está aqui.
— Não tivemos escolhas, porque, foi a maior burrice inventar essa história de namorados.
— Então não precisa mais me aturar, estou indo embora — ela fala e pela primeira vez, não está com um tom irônico na voz, é como se estivesse chateada.
— Você não vai fazer isso, está louca em sair assim, nessa hora da noite sozinha.
— E se eu fizer, você vai fazer o que, me bater? — continuamos andando no meio das árvores e acabo não percebendo que saímos da trilha.
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Como num filme
RomansKatherine é acostumada a mudanças. Ela está presa em dois mundos, onde tentar buscar a felicidade é sua meta. Ela compreende que importa apenas adaptar-se e encontrar tudo aquilo que sempre sonhou em cada novo movimento de sua vida. Aos dezoito ano...