•Carter•
Dirijo para a delegacia rapidamente, depois do incidente com Sophia eu tenho certeza que vou receber uma bronca, podendo até perder o meu emprego por culpa daquela desmiolada.
Estaciono e entro na delegacia quase empurrando todos os policial que passam por mim, alguns me cumprimentam, mas não há tempo para conversar, paro em frente a porta do delegado Cooper e bato com receio.
- Pode entrar. - Uma voz do outro lado grita.
O delegado Cooper está sentando atrás de sua mesa de madeira com os braços apoiados sobre ela e seus dedos cruzado, sua sobrancelha arqueada me encarando me diz que vou ser demitido hoje mesmo.
Mandou me chamar, Sr. Cooper? - Falo abrindo a porta calmamente.
- Rodríguez, você me garantiu que nenhum policial iria se ferir nessa operação, e agora aconteceu o pior, um policial morreu... E pela sua arma... - Ele fala calmamente, mas a raiva em seus olhos é nítida.
- Sr. foi um completo acidente, a filha de Anthony Ballard pegou a minha arma no porta luvas... - Tento explicar.
- A FILHA DE ANTHONY BALLARD?! - Ele grita se levantando e batendo as mãos na mesa.
- Sim. - Respondo.
- Como uma garota matou um de nossos polícias mais treinados com um tiro na cabeça? - Ele fala nervoso.
- Ela recebeu treinamento no internato onde estava, ela é uma ameaça. - Respondo.
- Não, ela não é uma ameaça. - Ele diz respirando fundo. - Porquê eu sei que você vai cuidar dela e cortar o mal pela raiz que é a família dela e todos esses mafiosos, é isso que você mais quer, não é, Carter?
- Sim, Sr. não irei cometer mais erros! - Falo sério.
- Acho bom, Carter, esse é seu primeiro e último erro, mais um e sua vida também acaba! - Ele diz sério.
- Com licença, Sr. - Digo me retirando da sala.
O sangue ferve pelas minhas veias de ódio, aquela garota mimada quase me ferrou, tenho que acabar com essa praga dos mafiosos o mais rápido possível.
Dirijo para a lanchonete perto da minha casa, para descansar um pouco durante o meu horário de almoço como segurança dos Ballard, estaciono em frente a lanchonete e vou em direção ao caixa para fazer meu pedido, o local está bastante movimentando nesse horário, uma moça sorridente vem me atender.
- Boa tarde, o mesmo de sempre? - Ela pergunta ainda sorrindo.
- Sim. - Respondo passando o dinheiro para ela.
Todos os dias no horário do almoço eu venho aqui e peço um almoço completo e suco de laranja médio, não tenho tempo de ir para casa cozinhar, já que não durmo lá a maiorias das noites pois temos que ficar de guarda durante a noite, só volto para casa 2 vezes na semana, o restante dos dias os seguranças dormem em quartos de hóspedes na mansão.
Após o meu almoço ficar pronto dirijo para casa rapidamente.
Chegando em casa, me jogo no sofá e abro o meu almoço, mas antes vejo que tem uma cartinha escrita a mão em cima da embalagem.
"Feito com muito carinho, saboreie, gatinho!"
Embaixo tem o número de telefone da atendente e um beijo de batom vermelho, todos os dias ela faz isso e eu nunca liguei para ela, tadinha, qualquer dia quem sabe.
Abro o meu almoço e como tudo sem pensar duas vezes.
Após o almoçar decido tirar um cochilo de 5 minutos no sofá antes de retornar para a mansão, minha respiração fica calma e logo pego no sono.
- Rápido, Carter, se esconda embaixo da cama.
- Por quê? O que está acontecendo?
- Não faça perguntas, apenas entre!
Me escondo embaixo da cama e escuto batidas fortes na porta do quarto, até que vários homens entram armados, escuto vários tiros e tampo os meus ouvidos, o meu irmão cai ao lado da cama, uma poça de sangue se forma no carpete bege, meu rosto foi a última coisa que ele viu antes de partir.
- O que faremos com ele, chefe?
- Joga no mar, de um penhasco, em uma vala, qualquer lugar, tanto faz. Isso é para ele aprender que não se trai Anthony Ballard!
Dou um pulo do sofá apontando a arma para a porta, minha respiração está ofegante e meu coração acelerado, todas as vezes que durmo tenho esses mesmos pesadelos com a mesma cena se repetindo e meu irmão sendo morto por Anthony Ballard e seus seguranças, eu jurei pela minha vida que todos eles iriam pagar pelo o que fizeram com o meu irmão, nem que isso me mate.
- Rodríguez, na escuta? - Escuto a voz de Miguel no rádio.
- Rodríguez na escuta. - Respondo.
- Preciso que volte imediatamente ao seu posto, temos que ficar em alertas após o ocorrido na rodovia, eles podem tentar novamente. - Miguel responde.
- Entendido, já estou retornando. - Respondi.
É bom que fiquem em alerta mesmo, após a Sophia matar um dos nossos melhores policiais a sangue frio, eles não vão deixar barato.
Dirijo de volta para a mansão e após adentrar a propriedade, me deparo com Sophia no gazebo de madeira branca florido observando o jardim, parecida perdida em seus pensamentos.
Me aproximo calmamente ficando ao seu lado, ela me olha rapidamente e logo volta o olhar para o jardim.
- O que você quer aqui? - Ela pergunta ríspida.
- Bom, eu sou segurança, é o meu trabalho estar aqui... - Dou risada.
- Eu sei me virar sozinha, não preciso de você fazendo a minha segurança. - Ela continua sem me olhar.
- Uau... Após matar a primeira pessoa a gente se sente invencível não é? - Me viro para ela.
Sophia respira profundamente virando-se para mim.
- Não. Não me sinto invencível, totalmente pelo contrário! - Ela me olha e vira-se para sair.
Seguro em seu braço a fazendo parar e me encarar, me aproximo de seu ouvido e sussurro.
- Obrigada...
Ela não tem nenhuma reação e eu apenas me afasto calmamente enquanto ela observa.
Por mais que ela tenha matado a sangue frio um policial da minha corporação e embora eu soubesse que ele não iria me matar, na cabeça dela, ela estava apenas salvando a minha vida.
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Amor Ou Poder - MÁFIA
عاطفيّةO ǫᴜᴇ ᴇ́ ᴍᴀɪs ɪᴍᴘᴏʀᴛᴀɴᴛᴇ ɴᴀ ᴠɪᴅᴀ? O ᴀᴍᴏʀ ᴅᴀs ᴘᴇssᴏᴀs ᴏᴜ ᴏ ᴘᴏᴅᴇʀ sᴏʙʀᴇ ᴇʟᴀs? Mᴀᴛᴛᴇᴏ ᴇ́ ᴜᴍ ᴍᴀғɪᴏsᴏ ʜᴇʀᴅᴇɪʀᴏ ᴅᴏ ɪᴍᴘᴇ́ʀɪᴏ Cᴀsᴛᴇʟʟᴀɴᴏ, Cᴀʀᴛᴇʀ ᴜᴍ ᴘᴏʟɪᴄɪᴀʟ ɪɴғɪʟᴛʀᴀᴅᴏ ᴘʀᴏᴄᴜʀᴀɴᴅᴏ ᴘᴏʀ ᴠɪɴɢᴀɴᴄ̧ᴀ ᴇ Sᴏᴘʜɪᴀ ᴀ ғɪʟʜᴀ ᴅᴇ ᴜᴍ Mᴀғɪᴏsᴏ ǫᴜᴇ ɴᴀ̃ᴏ sᴀʙᴇ sᴇ ʀᴇᴀʟᴍᴇɴᴛᴇ ᴅᴇsᴇᴊᴀ...
