capítulo 4: Rain, o tio chuva.

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Ele me olhava agora calmo, parecia feliz em me ver.

— Aquele recepcionista está atrás de mim...

Eu reconhecia essa voz, como conhecia. Calma, tímida e agora um pouco amedrontada.

Mas talvez fosse coisa da minha cabeça pensar que esse rapaz fosse... Rain.

— O que você fez para ela estar atrás de você?- ainda confusa pergunto.

Vejo o mesmo abrir a porta para espiar, se assustando em seguida.

— Me esconda... Agora!- ele diz afoito me olhando, eu tentava processar, e se fosse alguém perigoso? Eu estarei acobertando o mesmo.

Fiquei em dúvida, mas aquela voz mexeu comigo, puxo o mesmo para um canto que não deve para ver da porta.

Finjo que estou fazendo algo e cinco minutos depois a recepcionista aparece.

— [Nome], por acaso você viu um senhor de cabelos longos porém curto jogado pro lado, ele usava óculos também.- ela me questiona, engulo em seco.
— Não o vi, algum problema?- finjo preocupação, ela suspira e nega com a cabeça pedindo licença e se retirando encostando a porta novamente.

O rapaz sai de seus esconderijo se sentando na cadeira, ele tentava manter a respiração normal, o que estava de fato dando certo.

Logo ele normaliza e me olha, eu o observava de longe.

— Me desculpe por tudo isso.- ele se pronuncia.
— Pra primeiro de conversa, quem é você?- cruzo os braços.- e por quê está se escondendo da recepcionista?

Ele sorri de canto.

— Sério que não me reconhece?- fico quieta, observando o rosto do mesmo tentando ver se me lembrava de alguém. Uma tentativa falha, embora tivesse uma pequena suspeita.- nem minha voz te lembra?

Eu sinceramente posso pagar o maior mico agora, mas antes tirar essa dúvida do que permanecer com ela.

— Você me lembra uma pessoa, sua voz principalmente.- começo e ele fica em silêncio, provavelmente esperando que eu continuasse.- Rain...?

Ele sorri e concorda.

Era impossível isso, sentia minha pernas fraquejarem que nem quando eu e Giovanna fomos pegas no flagra no palco.

Nego com a cabeça. Só pode ser loucura.

— Não acho que Rain viria aqui e causar todo esse alvoroço.- falo e ele solta uma risada.

Ele me estende sua mão, suas veias saltando era quase impossível não dizer que era idênticas as de Rain quando tocava no shows.

E para comprovar ainda mais sua resposta ele desbloqueia seu celular e me entrega, havia minha conversa ali.

O olho espantada, dessa vez jurei desmaiar.

— Você está louco? O que está fazendo aqui? Além de tudo sem sua máscara?!- falo desesperada chegando perto do mesmo.
— Relaxa, não tem com o que se preocupar.- ele diz se levantando agora chegando mais perto.
— Tem, e muito, a recepcionista logo irá te achar. Se ela souber que eu estou lhe acobertando ela vai contar ao meu supervisor.- digo, agora eu estava afoita.

Ele segura em minhas mãos e sorri, ele me puxa para o mesmo, me abraçando.

Fico nervosa, parecia um sonho. Até ontem ele não sabia da minha existência e no dia seguinte ele estava me abraçando de forma calma e calorosa.

Relaxo apoiando minha cabeça em seu peitoral, ele agora coloca sua mão sobre meu cabelo.

Sentia seu olhar me observando, mas não tinha coragem para o olhar.

Different worlds, connected destinations - Ghost, RainOnde histórias criam vida. Descubra agora