segunda opção.

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Tudo que o jovem médico queria era continuar comendo seus deliciosos doces que ganhou de presente do ômega cheiroso, mas, ele compreende que sua profissão tão amada não lhe dá muita folga. Minutos atrás uma enfermeira entrou agoniada solicitando o clínico geral para mais uma cirurgia de emergência, Jungkook, neste caso.

Ele deixou tudo em sua mesa sem fechar a caixa ou pegar o celular, às pressas trocou de roupa por as adequadas e foi correndo com sua equipe para salvar mais uma vida.

Nisso passaram-se horas, exatas onze horas no centro cirúrgico, normalmente sempre que dá tempo o alfa avisa o seu pai antes de entrar nas salas de operações, mas dessa vez como pouca outras não deu certo. O senhor Jeon ficava roendo as unhas quando seu filho não chegava em casa na hora marcada, mas sabia que o mesmo não era de festejar e que com certeza estaria preso no trabalho.

O paciente da vez tinha algumas fraturas pelo corpo após um acidente de carro e ainda mais uma hemorragia impossível de conter. Foram horas, Jungkook virou a madrugada de pé fazendo o seu melhor possível, mas ele não é nenhuma divindade, infelizmente não pode fazer milagres…

Pela primeira vez desde que começou a trabalhar, Jeon teve que assinar o primeiro atestado de óbito de sua carreira, isso o abalou bastante mesmo sabendo que faz parte de sua vida escolhida, não é sempre que conseguirá. Ele foi embora às sete da manhã do dia seguinte do início da cirurgia, estava exausto, ao menos conseguiu uma licença para descansar o resto do dia já que teve que ficar além de seu turno.

Ao chegar em casa explicou brevemente ao seu pai, falando baixo para que seus irmãos não ouvissem sobre o ocorrido.

— Filho, isso não é sua culpa, você fez tudo que podia.

— Não pai, não foi suficiente — sentou no banquinho do balcão, estava muito frustrado — Perdi um paciente pai, eu deixei uma vida escapar de minhas mãos.

— Jungkook, você é um ser humano.

— Mas estudei anos na teoria e na prática.

— Todos os melhores médicos do mundo já falharam, isso é extremamente normal meu filho.

— Eu sei que é— suspirou cansado — Mas eu não queria ser igual a eles.

Sentiu uma carícia em seus curtos cabelos negros sabendo que era apenas um gesto de seu pai dizer; está tudo bem, ainda sim você é meu orgulho.

— Vai descansar meu filho— ele falou selando com um doce toque a testa de seu primogênito —Mas antes, de onde veio esses doces?

— Ah sim — olhou a caixinha decorada e pode sorrir pequeno— Eu ganhei.

— Ganhou? Está namorando filho?

— Que? Não appa — sorriu corado — Um paciente me presenteou…

— Está interessado no médico é isso?

— É aquele ômega appa — olhou o mais velho.

— Olha lá filho, cuidado onde está se misturando.

— Não se preocupe, sei oque estou fazendo — falou com cuidado para não parecer arrogante.

— Vai lá descansar — ele afirmou. Foi para seu quarto deixando os doces para trás, seus irmãos fariam bom proveito quando vissem.  

Ao entrar em seu quarto foi como se todos seus músculos tivessem relaxado automaticamente, mas não se deitou de imediato e foi tomar um banho. Ficou alguns minutos apenas sentindo a água morna escorrer por seu corpo cansado, em sua mente passava várias coisas até que chegou em algo interessante, melhor, em alguém.

— Essa é minha chance… — Falou sozinho. Jeon nunca havia pensado em relacionamento, mas agora que já tem uma vida confortável está na hora de ser amorosamente feliz. 

Não é como se ele estivesse apostando no ômega, talvez não dê certos eles ficarem juntos, mas quem sabe podem sair algumas vezes e até rolar algo mais íntimo. Se for vontade do Park também, Jungkook não irá pensar duas vezes na hora de se deitar com ele. Jimin tem um belo corpo e um cheiro único.

Do outro lado da cidade, o ômega recebia a resposta de seu convite, o mesmo motoboy veio até o apartamento do ômega e consigo trazia a caixa de donuts.

— Pois não? — o ômega já abriu a porta olhando a caixa, já soube que o alfa o rejeitou. Não deu tempo o rapaz dizer nada — Fique pra você, faça bom proveito.

Apenas pegou o cartão que estava preso na caixinha e fechou a porta. Pegou seu celular procurando o contato do alfa e ligou sem delongas. 

— Vamos, atende.

A ligação caiu na caixa postal, insistente ele ligou novamente, mas sem sucesso. Iria guardar o celular quando viu o contato salvo como doutor Jeon, ele não perderia nada ao ligar, não é? O alfa já estava caidinho por ele, até mesmo já tentou o beijar mais cedo.

— Vamos brincar um pouquinho — sorriu travesso ligando para o médico, não tocou três vezes e o mesmo atendeu — Oi, atrapalho?

— Jimin? Claro que não, aconteceu alguma coisa? — o Park sentou-se no sofá com um sorriso de canto.

— Estava pensando em uma forma de você retribuir os doces.

— Sério? Que coincidência, estava pensando o mesmo.

— Você tem plantão hoje a noite?

— Não tenho, você tem planos? 

— Não se atrase, venha me buscar às nove — não esperou uma resposta, apenas desligou para deixar o alfa mais enfeitiçado ainda.

Levantou olhando as horas e foi arrumar suas coisas para a noite, uma bela roupa acompanhada de uma pele macia e cheirosa.

Jungkook ficou encarando o celular com a chamada finalizada, não acreditava que teria sido tão fácil assim, mas não iria se animar demais.

— Não podemos assustar ele, seja cavalheiro Jungkook… seja gentil — respirou fundo se concentrando. 

O pior que poderia acontecer era o ômega querer ir para a cama, Jeon ficaria envergonhado em dizer que não tem experiência nessas coisas, pois é, o alfa é virgem.

Isso nunca foi importante pra ele, estava focado em estudar e isso ficaria para outro momento. O que poderia ser ruim seria ele não conseguir satisfazer o ômega.

— É só enrolar… ômegas gostam de caras românticos.

Ficou se convencendo, era só dizer que não era o momento certo. Pobre alfa paranóico, se ele soubesse que o ômega não é tão fácil assim.

Our difficult love || JikookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora