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— Vamos morde — disse Sero levantando seu pulso perto do meu rosto

— Eu já falei que não! Não vou morder você! — fazia alguns dias que tínhamos visto Cecília. Ela disse que depois do ano novo tinha alguém que podia me ajudar, mas meu corpo estava cada vez mais fraco. Eu cheguei a fazer uma transfusão, mas como ela disse já não fazia efeito por causa dos glóbulos

— Você desmaiou de novo ontem. Do que você tem tanto medo? Se viciar? Eu não vou deixar você beber muito — ele disse irritado — Você vai ter que fazer isso mais cedo ou mais tarde e quem você acha que Cecília vai pedir para ser seu doador? — deitei no colchão irritada

— Você está perdendo aulas por não conseguir nem segurar um lápis, você acha que vai conseguir ir para o estágio assim? — olhei para o teto do seu quarto o evitando. Eu não era burra sabia que teria que beber uma hora ou outra e que ele era o mais indicado por sermos parceiros e por termos o mesmo tipo sanguíneo. A visão do teto foi coberto pelo rosto de Sero acima do meu

— Eu não quero machucar você — falei sentindo o peso do seu corpo acima do meu. Vi seu olhar suavizar

— May nós dois somos heróis, já nos machucados bem mais do que dois furos — evitei seu olhar, mas ele puxou meu queixo com delicadeza me fazendo olhar para ele. Vi os cantos dos seus lábios se curvarem evidenciando suas covinhas — Você é bem sensível para quem se faz de durona né? — ele disse sorrindo e passando os lábios pela minha bochecha

— Não enche — respondi e ele riu e me beijou. Não fiz nada no início ainda chateada, mas logo me derreti em seus lábios. Passei meu braços pelas suas costas abraçando seu corpo que cobria todo o meu. Sua língua pediu passagem e eu dei, mas quando ia deslizar minha língua pela dele, Sero a mirou sua língua em um dos meus caninos a furando e fazendo sangrar. Arregalei os olhos quando percebi o que ele tinha feito e o empurrei para o lado

Coloquei minha mão cobrindo a boca. Eu conseguia sentir o sangue passar pelo canal da presa e ir até meu coração que bombeou para todo o corpo. Parecia a sensação de euforia. Meus sentidos de aguçaram de um jeito que eu conseguia sentir tudo. A textura da roupa contra minha pele, meu corpo absorvendo a luz que entrava pela janela e o som das pessoas andando a quilômetros lá fora. Olhei para Sero. Ele estava rindo. O canalha estava rindo

— Eu te odeio — falei o vendo sorrir satisfeito

— Não odeia não — ele disse — Como você se sente? — eu ouvia ele falar, mas a única coisa que conseguia prestar atenção era o gosto doce na minha boca

— Que gosto sangue tem para você? — perguntei

— De algo metálico. Porquê? — quando eu tirei a bala da minha perna tinha o mesmo gosto, mas o sangue dele era diferente. Era doce. Ee só conseguia ouvir o som do sangue dele passando pelas suas veias. Me afastei dele e o vi se aproximar a cada vez mais. Tentei formar minhas garras, mas apareceram apenas algumas. Meu corpo não estava satisfeito. Sero estava a um palmo do meu rosto. Ele abriu a boca e colocou a língua para fora. Arregalei os olhos vendo o sangue

— Para com isso Sero ou eu vou acabar fazendo você virar uma uva passa — falei ouvindo a veia do seu pescoço pulsar. Ele levantou seu pulso, mas eu ataquei aquela veia em seu pescoço. Abracei seu corpo com os braços e pernas o impedindo de sair e ele jogou a cabeça para trás me dando mais espaço. Suguei o sangue sem parar nem para respirar tão inebriada pelo gosto

— Amor — ouvi Sero chamar, mas estava adorando demais aquela sensação para ligar — May já chega — ele disse. Apertei ainda mais minhas pernas em volta dele e coloquei meus dedos em seus cabelos os puxando de leve — [Nome]! — Me soltei imediatamente dele me afastando de seu colo. Respirei ofegante pela falta de ar

𝑾𝒆𝒔𝒕 𝑪𝒐𝒂𝒔𝒕-𝘏𝘢𝘯𝘵𝘢 𝘚𝘦𝘳𝘰Histórias para pegar e não largar. Descubra agora