A Deusa e o Nômade.

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Percorreu uma estrada empoeirada.
Desprezado por todos por ser nada
E até achou justo a indiferença e o distrato
Quando viu, ao longe, a sua Deusa.

Já havia se acostumado com a dor
Já havia se acostumado com a poeira
Já havia se acostumado com o Sol intenso
Já havia se acostumado com a tristeza

Não havia se acostumado com a Deusa.

Por que Ela conversava e iluminava tão triste figura?
Por que os olhos dela e o sorriso dela davam esperanças àquele nômade solitário?

Parecia irreal, um sonho, uma alegoria.
Por que a Deusa confortava aquela criatura esquecida?
Afinal, o tempo dele havia acabado e, mesmo assim,
Ainda o acolhia.

Num abraço terno, eterno e infinito
Que em todo o Universo repercutia.

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