Minha mãe

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Dona Teresa, me lembro bem.
Ela me dominava, me oprimia
E até me odiava .
Mas eu a amava.

Era a minha mãe, uma criatura fria.
Que compulsivamente
Acumulava.

Tinha uma rotina
Que virou a minha

Ela madrugava.
Não tinha felicidade alguma
Só seguia em frente.

Tinha um olhar triste,
Mas não reclamava.
Parecia conformada.
A vida era isso mesmo.
Um desprazer.

Ela só trabalhava
Não tinha descanso
Não tinha alegrias.
Não me amava.

Morreu triste.

Chorei por ela
Lágrimas tardias.
Queria ter dado alguma alegria.
Embora ela nunca as receberia

Ela era fria
Sua tristeza me contagia.
Lutei pelo seu amor,
Que ela não dava.

Ela morreu e  a rotina dela
Me matou
Lembrava de cada hora
Onde minha mãe estava.

Queria que ela tivesse
Me amado.
Queria ter sido um filho melhor

Nossa história foi triste.
Por falta de amor.

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