Quando a Esperança morreu

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Nem tenho palavras,
Mas vou achá-las
Perdidas numa calçada.

Quando dói respirar e
A visão fica embaçada
E andar é cansativo

Fico mirando as ruas
Sem enxergar direito
Ouvindo músicas tristes

Passando por estranhos
Sou o mais estranho deles
Vejo seus olhares
Respiro fundo e dou uma
Risada.

Ando estranhamente
Tentando imitar um passo
Que me faça melhorar

Agora eu deveria chorar,
Mas dou uma gargalhada
Fingindo uma alegria
Que nunca senti.

Mais algumas quadras
No meio da madrugada
Me arrisco a encontrar
Todo tipo de perigo

Já não me importo
O destino é meu camarada
Me tirou tudo
E hoje sou Nada.

Dou outra gargalhada
E repito Feliz
Hoje sou Nada.

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