Amuleto

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Andei até a sala onde minha mãe estava sentada lendo um revista. Minha mente vôo na epoca em que ela sentava e contava história de princesa, bruxos, herdeiros, reinos... ela tirou seu cabelo loiro do rosto e olhou pra mim.

- Desculpa não ter vindo no seu aniversário - sento do seu lado no sofa - Como vai as coisas na escola?

A mesma coisa des de que você foi embora, só maldição. Sorri forçado e respondi:

- Você sabe mãe, sempre as mesmas coisas.

- Ainda de chama daqueles apelidos? - ela pergunta preocupada, sempre foi muito protetora.

- Digamos que eles me chama de coisa pior - ela faz que não com a cabeça.

- Vamos mudar de assunto, e aquele seu amigo gay hein. Que desperdício de homem! - ela se abana o rosto com a mão de brincadeira.

- Mãe! - nunca tinha percebido até agora a saudade que tinha de chamar alguém de "mãe"

Fico vermelha de pensar no Harry, ele é o bad-boy da escola, que se aproximou de mim para minha segurança. Suas tatuagens nos braços e na barriga, seus labios rosados...

- Como ele chama? - Minha mãe corta meus pensamentos felizes.

- Harry. Harry Styles - digo.

Ela se mexe desconfortável no sofá, ela toce algumas vezes.

- Ele é desentende dos fundadores da cidade? - de novo essa pergunta?

-Não, a família dele da Inglaterra.

Seus olhos se arregalam e vão direto ao meu pescoço.

- Quero que você coloque o colocar que eu te dei e não deixe ninguém pegar. Ok?

- Que isso mãe? Até parece que alguem quer me matar - rio e ela me olho séria.

Ela respira fundo e coloca suas mão na minha perna.

- Você a ja tem 18 anos e é bem madura. Preciso conta pra você sobre nossa família - seu olhar sai do meu e vai para tras de mim - depois a gente se fala, eu prometo.

Meu pai desce as escadas pro porão e ela o segui.

Estou esperando no hospital a mais de 10 minutos por notícias do Louis, nenhuma infermeira me fala nada. Até que perco a paciência e vou ando pelos corredores do hospital até achar uma porta escrito "Louis Tomlinsom", bati antes de entrar.

Ele estava deitado com a perna engesada. Ele estava com o cabelo todo bagunça e uma cara inchada de sono.

- Isa? - ele fala baixo

- Oi - não me aproximo muito dele.

- Quem deixou você entrar? - ele aperna um botão que faz a maca se inclinar e ficou sentado.

- Eu... Ninguém me falou onde era seu quarto, então eu procurei seu nome nas portas.

Ele olhou pra porta um tanto encomodado.

- Como você ta? - perguntei.

- Quebrei a perna e rompi o ligamento da perna com o joelho. Vou fazer uma cirurgia amanhã - ele passa a mão na perna com geso cheio de coisa escrita.

- E a final de futebol? - sento em uma poltrona.

Ele olha pra mim depois desvia não falando nada. Ele realmente acha que a culpa foi minha, acha que tenho a "maldição dos fundadores", que sou uma bruxa ou qualquer coisa do tipo.

- Louis eu sinto muito... muito mesmo - confesso - mas eu não fiz isso. E mesmo se pudesse, nunca faria algo pra te machucar.

- Como posso acreditar em você? -sua testa esta franzida.

- Quando o carro te atropelou eu fiquei do seu lado até a ambulância chegar.

- Você atuou muito bem... - ele olha pra porta de novo, sinto que ele não queria falar isso, só falou porque quer que eu va embora.

Meu celular vibra no bolso da calça.

Se você não entregar o amuleto no dia, vou mata cada pessoa importante da sua vida, uma por uma. Seu amiguino foi só uma amostra.
6 dias

Um arrepio sobe na minha nuca. Danny atropelou o Louis, ele estragou a oportunidade do Louis de jogar na final e conseguir uma bolsa em uma faculdade só por causa de um amuleto que eu não sei qual é. Saio do quarto e vou pra casa.

Abro o computador e pesquiso sobre "Amuletos", sei que vai ter milhões de respostas uma diferente da outra, mas vale tentar. Coloco nas imagens, cada foto de um amuleto diferente e que eu nunca vi na vida, quando estou quase desistindo vejo uma foto com o colar que minha mãe me deu, clico na imagem e ela se dirige para um site de objetos históricos.

Pelo que dizia ali, o colar pertencia a uma princesa, que morreu a mais de 10.000 anos. O colar é herança da família até hoje e ele era usado para proteger a pessoa, mas ele só funciona com quem é da familia dessa princesa.

Do um pulo quando alguém bate na porta.

- Entra! - gritei.

Minha mãe entrou no quarto e se sentou na cama, virei a tela do notebook pra ela.

- Era sobre isso que queria falar. A sua bisavó deu isso pra sua vó, que passou pra mim e agora é seu.

- Somos da família dessa princesa - confirmei em voz alta para conseguir engolir a história melhor.

- Essa princesa se casou com um príncipe que a matou depois de se casarem e ele tomou o reino - senti um djavu.

- Você contou essa história pra mim quando era criança - ela faz que sim com a cabeça.

- Eu e seu pai ia te contar nessa época, mas achamos melhor você não saber e ter uma vida... normal - quando minha vida for normal me avisem porque nunca foi - Esses acidentes acontece com você por que estava sem o amuleto.

Eu podia ter tido uma vida normal com o amuleto, sem acidentes e maldição, mas meus pais não queriam me contar para que eu não soubesse sobre essa história de amuletos e que corria perigo de verdade.

- Como chamava o princepe mesmo? - perguntei tentando lembrar da história.

- Rian. Rian Styles...

Amoreees! Oque estão achando da história? Me fação perguntas nos comentários e curtão MUITO.


Anjo - Book 1 [Harry Styles]Onde histórias criam vida. Descubra agora