MENDIGOS DE ATENÇÃO

1.9K 267 87
                                        

Para ascender ao trono do novo mundo, [Nome] sabia que precisava entender com quem estava lidando

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Para ascender ao trono do novo mundo, [Nome] sabia que precisava entender com quem estava lidando. Necessitava de aliados: indivíduos robustos, talvez não os mais astutos, mas certamente aqueles dispostos a seguir suas ordens sem hesitação. Em suma, ele precisava dos tolos do vôlei. Foi essa a razão pela qual decidiu acompanhar seu estimado Azu-nissan até o campo de treinamento.

Embora [Nome] nutrisse amor por seu irmão de coração frágil e sentisse sua falta — afinal, Azumane era uma constante em sua vida, e a distância era um incômodo —, havia motivações ocultas em sua jornada. Ele pretendia avaliar cuidadosamente seus futuros súditos, selecionando meticulosamente aqueles que seriam suficientemente úteis para evitar a extinção. [Nome] esperava que os amigos de Azumane fossem adequados, pois não desejava entristecer o gigante sentimental. Isso seria desastroso para seus planos.

A tristeza de seu irmão seria um obstáculo intransponível.

Após Ukai restaurar a ordem no caos que se tornara Karasuno e o pobre Asahi Azumane recuperar-se de um desmaio com uma soneca, os treinos prosseguiram como se nada tivesse ocorrido. Suga conduziu [Nome] até uma jovem amável chamada Kiyoko Shimizu, que o recebeu com um sorriso e o convidou para brincar e lanchar. [Nome] aceitou com um aceno. Era a oportunidade perfeita para colocar seu plano em ação, enquanto os tolos ao seu redor estavam ocupados demais para perceber suas maquinações.

Era o cenário ideal.

Sentado ao lado de Kiyoko, [Nome] pôs de lado seu boneco Huggy Wuggy e alcançou sua mochila de sapinho. De lá, retirou seu diário aparentemente inocente e lápis coloridos, começando a rabiscar em uma página em branco. A princípio, pareciam apenas garatujas aleatórias, mas escondiam intenções muito mais profundas.

Eram anotações. Registros sobre as pessoas ao seu redor.

[Nome] sempre apreciou manter registros sobre aqueles com quem interagia, pois facilitava a manipulação eficaz. Preferências, hobbies, pontos fracos — tudo era documentado. A natureza humana anseia por atenção e afeto, e [Nome] compreendia que essa era a maneira mais eficiente de obter informações. Afinal, para governar o novo mundo, ele precisaria saber como lidar com seus súditos.

Observando discretamente, [Nome] iniciou suas anotações. A equipe Karasuno já estava catalogada, exceto pelos alunos do segundo e terceiro ano, que eram velhos conhecidos de seu irmão.

Os calouros eram fascinantes. Hinata, uma personificação solar de alegria, e Kageyama, igualmente intenso. Ambos seriam valiosos quando o momento chegasse.

Tadashi Yamaguchi lembrava o típico amigo leal de um protagonista de anime, destinado a emergir das sombras para seu próprio arco de desenvolvimento. [Nome] aguardava ansiosamente para descobrir o que o garoto de sardas escondia por trás de sua fachada amigável.

Tsukishima Kei, por outro lado, era um caso à parte. Admitir que o loiro o irritava feria o orgulho de [Nome]. Fingir cordialidade com Tsukishima era um desafio, mas [Nome] tolerava por um objetivo maior. No fim, faria Tsukishima se curvar diante dele.

— [Nome]-kun, gostaria de comer algo? — Kiyoko perguntou, ajustando seus óculos. Distraído de seus pensamentos vingativos, [Nome] notou que ela havia trazido um lanche. — Aqui está.

— Ah, obrigado — agradeceu [Nome], aceitando a caixa de suco e biscoitos. — Você é muito gentil, Kiyoko-san!

Kiyoko sorriu e afagou seus cabelos carinhosamente. As gerentes de Fukurodani, por perto, suspiraram com a cena, encantadas com sua adorabilidade.

Do outro lado da quadra, [Nome] sentiu olhares pesados sobre si. Virando-se, viu Tanaka, Nishinoya e um rapaz de cabelo peculiar, olhando-o com olhos lacrimejantes. [Nome] riu e acenou para eles.

Pobres mendigos de atenção. Eles nunca terão o meu charme.

— [N-Nome]-kun... — Tanaka caiu de joelhos, dramático.

— C-Como... Como você pôde...?? — Nishinoya imitou o amigo, caindo ao seu lado.

— Quem é esse...? Como ele consegue... ensine-me! — Yamamoto murmurou, confuso.

— [NOOOMEEEEEEE]-KUUUUUUNNNN!!

Idiotas.

𝐎 𝐈𝐑𝐌Ã𝐎𝐙𝐈𝐍𝐇𝐎 𝐃𝐎 𝐂𝐑𝐀𝐐𝐔𝐄! | 𝑯𝑨𝑰𝑲𝒀𝑼𝑼!!Onde histórias criam vida. Descubra agora