31- AMIGO BONITÃO

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Capítulo 3
P.O.V[ S/N]

Passei meu dedo indicador sobre a cabecinha da minha filha, alisando seus cabelinhos ralos e loirinhos.

Era tão pequenininha que cabia direitinho na palma da minha mão. A roupinha branca com alguns ursinhos tão pequenos quanto ela a deixavam ainda mais bonita. Luvinhas brancas nas mãos, assim como as meias.

Branca que nem papel, mas as bochechas e os lábios eram mais corados.

Já eu usava uma blusa larga, assim como o short. Eu estava presa a uma bolsa de soro que ficava em minha veia, porém ele estava apoiado em um poste de metal, o que permitia que eu andasse por onde quisesse.

Mesmo que o médico tenha dito há minutos atrás que eu deveria ficar em repouso.

— Praga? — Ouvi o sussurro de Adam, me fazendo virar em direção à porta e sorrir ainda mais — Posso entrar?

Assinto levemente com a cabeça, vendo ele entrar e fechar a porta com cuidado. O loiro se aproximou de mim e me abraçou de leve.

— Parabéns, você pariu uma mini praga — disse e eu ri baixo, dando um tapa em seu peito.

Adam se aproximou do berço de Elisa, a olhando, mas depois olhou para mim surpreso.

— Como que saiu algo tão bonito de dentro de você? — Ele perguntou, me fazendo revirar os olhos.

— Não vejo a hora de Vincent acordar — digo e Adam assente levemente com a cabeça.

— Ele vai ficar surpreso em saber que tem uma filha, mas vai gostar de saber que pelo menos você é a mãe — ele disse, me fazendo sorrir.

— Só espero que ele não demore mais — digo.

— A vovó e o vovô podem entrar? — Ouvi a voz do meu pai em um sussurro, e assinto.

Os dois entraram e logo se aproximaram do berço.

— O médico já foi embora, mas disse que vem amanhã ver se estão bem — meu pai disse, me fazendo suspirar cansada.

— Tenho que admitir que Liam finalmente serviu para alguma coisa — Adam disse, ainda olhando para a sobrinha.

— Não fale assim dele — Virgínia disse e se aproximou do berço — Como ela é linda, S/a.

— Obrigada — digo com um sorriso gigante no rosto — Eu gostaria de levar ela para ver Vincent.

— Eu acho melhor que passem pelo menos uma semana em casa — meu pai disse, se aproximando mais de mim — Depois você pode levá-la.

— Seu pai tem razão, S/n — Virgínia concorda.

— Também acho bom — digo e sinto um beijo no topo da minha cabeça, dado por meu pai.

— Iremos sair para deixar você descansar, noites barulhentas virão.

— Eu que o diga — Adam disse, fazendo com que ríssemos baixo.

— Qualquer coisa me chame — Virgínia disse, me fazendo assentir.

— Já sabe, né? — Adam perguntou.

— Se precisar, não me chame — digo revirando os olhos, mas com um sorriso de lado.

— Exatamente — disse e se aproximou, dando um beijo em minha testa e saindo do quarto.

Me aproximo mais do berço da minha menina, e sorrio mais uma vez, deixando uma lágrima escorrer em meu rosto.

— Eu te amo, minha pequena artista — digo e volto a passar o meu dedinho em sua cabeça, a acariciando.

𝐈𝐍𝐒𝐓𝐀𝐕𝐄𝐋||  ⱽⁱⁿⁿⁱᵉ ᴴ.Onde histórias criam vida. Descubra agora