PASSANDO POR REVISÃO
❝ Instável❞
𓍝 ᴠɪɴᴄᴇɴᴛ ʜᴀᴄᴋᴇʀ
↳ ᴼʳⁱᵍⁱⁿᵃˡ
❝ Eu odeio não conseguir te odiar. Você foi a pior e ao mesmo tempo,a melhor coisa que poderia me acontecer, Hacker.❞
--- : : 𝗢𝗡𝗗𝗘 um divórcio pode...
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Outra.
Mais uma.
E outra.
E outra de novo.
E, como se não bastasse, mais uma foto.
Tirávamos fotos a cada seis segundos, e minhas bochechas já doíam de tanto forçar um sorriso.
Agradeci mentalmente aos céus por Sofie não ter me obrigado a usar aquela coleira de cachorro.
Eu vestia uma camisa social branca de algodão com corte impecável, parcialmente desabotoada no colarinho. As mangas estavam dobradas até os antebraços, deixando à mostra as minhas tatuagens. Usava uma calça preta de alfaiataria e um cinto de couro preto com fivela dourada. O blazer, esse eu larguei em uma mesa assim que cheguei à festa.
O cabelo estava mais volumoso do que nunca, com ondas bagunçadas, e coloquei brincos como uma tentativa de, ao menos, manter um traço de mim mesmo naquele teatro todo.
Pra ser honesto, aquilo já parecia um casamento.
A mãe de S/n organizou tudo. E sinceramente? Eu nem sei o que pensar daquela mulher.
Ela é um monstro na minha vida.
Foi ela quem fez questão de contar ao meu pai sobre meu envolvimento com a filha dela, e agora está aqui, garantindo que eu seja separado de vez da mulher que eu amo.
Falando nela...
S/n estava deslumbrante.
Como sempre esteve.
Os cabelos soltos, com mechas onduladas, o vestido preto justo moldando seu corpo como uma obra de arte. A maquiagem leve destacava seus traços, mas foi o batom vermelho em seus lábios que prendeu toda a minha atenção.
- SENHORAS E SENHORES - anunciou um homem de terno preto, com luvas nas mãos, no centro do salão - COM VOCÊS, A DANÇA DOS NOIVOS -
Mas que caralhos é isso?
Todos os olhares se voltaram para mim. Olhei para Sofie, que sorria como uma criança diante de um conto de fadas. Segurei sua cintura e a guiei até o meio do salão.
É revoltante vê-la se entregar assim a essa ilusão.
Ela sabe da verdade, e mesmo assim não faz nada. Pelo contrário - se entrega cada dia mais a essa mentira.
Há momentos em que sou eu quem precisa lembrá-la de que isso tudo não é real.
Puxei sua cintura com mais firmeza e comecei a conduzi-la em uma dança lenta.
Imediatamente, flashes do passado me invadiram - da minha apresentação tosca de "A Bela e a Fera", de todas as vezes que estive assim, tão perto de S/n como agora estou de Sofie.