Capítulo 12 - Ordinary World

279 24 20
                                        

prometo que vai ter choni, mas é q pro desenvolvimento da fanfic precisa desses capítulos com a heather kkkkkkkkkkkkk mas ela n é tão ruim assim, vai. (por favor, não me xinguem!!!!! 🥺)

___________________________________________

Quando chegamos ao quarto do hotel em que Heather está hospedada, já havia escurecido. Entramos tropeçando pela porta, cansadas, sujas e risonhas. Me estatelo no sofá, enquanto Heather pega um pedaço de papel no balcão da minicozinha.

- Cadê a Harpey?

Ela levanta o bilhete.

- Ela voltou para Los Angeles. Disse que o ar poluído daqui estava invadindo seus poros.

- Ah, até por que Los Angeles é uma cidade muito higiênica. - revirei os olhos. - Mas você não parece muito abatida em relação a isso.

Heather pega duas cervejas na geladeira e encolhe os ombros.

- Tem muito mais de onde ela veio. Menos uma merda pra me encher o saco.

Ela levanta o violão, que está do outro lado da mesinha de café, e arranha algumas notas. Depois, alcança embaixo da almofada, tira uma sacolinha de plástico transparente e balança na minha frente.

- Você ainda bola os melhores baseados aqui deste lado do estado ou já foi assimilada pela coletividade?

- Você está brincando? Me dê isso aqui.

Sorrio com malícia e pego a sacola. Enrolar um bom baseado exige concentração. Se você usar muita maconha, estará desperdiçando; se usar pouca, você acaba com o propósito. É um processo relaxante. Como tricotar. Lambo a ponta do papel e aliso. Em seguida, passo para Heather.

Ela olha com admiração.

- Você é uma artista.

Ela coloca o baseado entre os lábios e abre seu isqueiro. Mas antes que a chama toque a ponta, bato e fecho a tampa de metal.

- Não. Eu vou acabar fumando por tabela.

- E daí?

Suspiro. Olho para Heather direto no rosto.

- Estou grávida.

Seus olhos se abrem. E o baseado cai de seus lábios.

- Para de zuar, sua louca. Tá grávida do que? Dos dedos daquela engomadinha?

Mexo a cabeça.

- Sem brincadeira, Heather. Foi a porra de uma falha da clínica, agora EU estou fodida.

Ela se inclina para frente, olhando para a mesa. Não diz nada por algum tempo, então eu acabo com o silêncio.

- Toni não quer. Me disse para fazer um aborto.

As palavras saem desconectadas. Monótonas. Porque ainda não consigo acreditar que são verdadeiras.

Heather vira para mim e sussurra indignada:

- O quê?

Aceno. E conto todos os mínimos detalhes da minha saída de Nova York. Quando termino, ela está em pé, nervosa e andando de um lado para o outro. Ela murmura:

- Vou dar um tiro naquela filha da puta.

- O quê?

Ele faz um sinal para eu desconsiderar.

- Nada - depois, se senta e coloca uma mão na cabeça. - Sabia que ela era uma idiota, eu sabia, porra. Mas nunca esperei que fosse uma versão feminina do Chuck Clayton.

The Mistake - ChoniOnde histórias criam vida. Descubra agora