Capítulo 7

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- Ele precisa ir até a ala hospitalar! - Conseguia escutar Fudge falando, mas ainda não conseguia me mover.

Já fazia meio hora que o corpo de Ced estava sem vida na minha frente, meia hora que o Sr. Diggory chorava ao meu lado.

- Srta. Ahmya nós precisamos tirar Cedric daqui, largue ele. - Snape era quem tentava falar comigo, mas eu apenas negava. - Vou usar outro método.

Harry continuava repetindo que alguém matou Cedric. Eu iria até o inferno se possível para descobrir quem foi. Eu queria chorar, mas já não tinha lágrimas no meu rosto. Está doendo para caralho, mas decido me levantar.

- Não podemos deixar que saia, não antes que nos explique como usou sua magia sem varinha. - Snape segurou meu braço, enquanto Minerva e Dumbledore nos seguiam.

Conforme saímos do campo de quadribol, os gritos e berros acabavam, mas meu coração ainda berrava por um lufano. Atravessamos o gramado, passamos o lago e o navio de Durmstrang. Assim que entramos no castelo e fomos até a sala de Minerva que ficava mais perto, me mandaram sentar e me deram uma água.

- Comece. - Snape pediu autoritário.

- Eu não sei como faço isso, apenas aconteceu. Começou quando eu e Hermione estávamos fazendo um trabalho de Runas Antigas, pegamos um livro para treinar e quando fui treinar um feitiço do livro, queimei uma cortina. - Engoli o ar da minha boca, minha garganta estava doendo possivelmente por conta dos gritos. - Hermione tentou fazer e depois Cedric, mas nenhum feitiço funcionava com eles, só comigo.

- Magia negra? - Minerva pergunta para Dumbledore que nega.

- Haveria consequências até para o menor dos feitiços de magia das trevas. - Ele me analisa. - Precisamos buscar esse livro.

Começamos a seguir rumo a comunal da Sonserina, quando passamos pelo escritório de Moody, a porta estava fechada, mas haviam vozes lá dentro.

– O Lorde das Trevas e eu – disse Moody, e agora parecia completamente enlouquecido, agigantando-se sobre Harry, olhando-o com desdém – temos muito em comum. Nós dois, por exemplo, tivemos pais que nos desapontaram muito... muito mesmo. Nós dois sofremos indignidade, Harry, de receber o nome desses pais. E nós dois tivemos o prazer... o imenso prazer... de matar nossos pais para garantir a ascensão contínua da Ordem das Trevas! – O senhor enlouqueceu – disse Harry, o garoto não conseguiu se conter –, o senhor enlouqueceu! – Enlouqueci, eu? – a voz de Moody se alteou descontrolada. – Veremos! Veremos quem enlouqueceu, agora que o Lorde das Trevas voltou, comigo ao seu lado! Ele voltou, Harry Potter,
você não o derrotou, e agora, eu derroto você!

Eu não conseguia acreditar em tudo que Moody estava dizendo, consegui ver a ira no rosto de Dumbledore quando ele lançou um feitiço que fez com que uma luz vermelha sai-se e estilhaçou a porta a nossa frente. - Estupefaça.

Moody foi atirado ao chão, enquanto Harry ainda estava sem reação sentado em uma cadeira. Todos entramos na sala enquanto moody estava desmaiado e Dumbledore estava cuidando dele.

- Como pode ter sido Moody? - Harry pergunta a Dumbledore.

- Este não é Alastor Moody. Você jamais conheceu Alastor Moody. O verdadeiro Moody não teria retirado você das minhas vistas depois do que aconteceu hoje à noite. No instante em que ele o levou, eu compreendi, e o segui. Dumbledore meteu a mão nas vestes do bruxo e pegou algumas chaves, deu algumas instruções para os outros professores que saíram e usou as chaves no malão. Cada vez que ele usava uma chave, mudava os itens no malão. Até que a última chave revelou o verdadeiro Moody, sem algumas partes de cabelo e sua perna de pau.

Darkness - Draco MalfoyOnde histórias criam vida. Descubra agora