10- Outra jóia

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Quando abri meus olhos silenciosamente desci as escadas enquanto meu "irmão" e "mãe" conversavam em voz baixa na cozinha.

- Oye família- ambos pularam de susto e imediatamente se calaram. - falando mal de mim?

- tsc- a criança parecia cada vez mais insastifeita com algo.

- Aa.. Tati poderia levar seu irmão para a escola? - a mulher sorriu enquanto servia o café.

- mas mãe.. -  Arthur tentou cortar a fala da mulher.

- claro- sorri passando geléia no pão e me servindo de leite misturando com o café.

Arthur parecia cada vez mais cansado e estressado com algo. Era aquela criança que não fica quieta quando tem problemas, e agora havia surgido algo que ele não podia falar.

- vou pro meu quarto - falou largando a colher e subindo correndo as escadas.

- Arthur - a mulher gritou desistindo de correr atrás do garoto.

- ele me parece estressado com algo- falei a olhando tristemente e preocupada.

- b-bem... Ele é uma criança pequena... Tenho medo que talvez esteja sofrendo bullying e não quer me contar- ela sorriu amarelo - p-por isso seria bom você levá-lo, assim descobre algo.

- claro mãe- me levantei e segurei sua mão me ajoelhando ao seu lado. Ela estava ajoelhada no chão.

Ela suou.

- estou indo- me levantei e me dirigi a porta.

Quando voltei para a sala Arthur estava lá já com sua mochila, ele não falou nada apenas começou a caminhar três metros a minha frente e eu não me importei.

Observei um grupo de garotos se aproximando dele.

- Arthur- o mais alto sorriu- tem dinheiro? - ele riu passando os braços ao redor do pescoço do outro.

- Não- Arthur lançou o braço do garoto para longe.

- ei- outro o agarrou pelo pescoço- tá se achando muito seu merdinha.

Se preparou para um soco.

- eu não faria isso se fosse você- Falei me aproximando com tranquilidade.

- e quem é você? - uma criança gaguejou corada, credo.

- ela não é ninguém- Arthur gritou.

- tem razão- sorri continuando meu caminho- até mais pirralho pirracento. - acenei sorrindo.

- e-ei- Arthur gaguejou não esperando que eu realmente o abandonasse.

- bem, então hoje você vai apanhar- um dos garotos se preparou para socar a outra criança.

- Se quer ajudar é melhor pedir- eu virei meu rosto olhando por cima dos ombros diretamente nos olhos de Arthur que tinha lágrimas nos cantos- por que eu não vou mover um dedo para te ajudar sem isso.

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