Amids chega na cidadela ao qual almejava e as expectativas são quebradas. Não existe cidadela, não existe reino, é apenas uma pequena vila com paredes altas, uma mísera vila com desgraçados aldeões ao qual não tem vínculo algum com seus inimigos.
- que porra de piada é essa.
Exclama o rei, indignado.
Os aldeões assustados, começam a recuar perante ao exército.- Vossa graça, creio que este vilarejo não tenha sido conquistado pelo inimigo
Disse algum soldado.
O rei, confuso e maravilhado pela vulnerabilidade inimiga, contempla sua própria glória, ele vê escravos, água, comida e casas para seu próprio reino.- Senhores
Um aldeão aterrorizado e sujo pelo trabalho que estava fazendo, toma a frente
- Meu nome é-
- Você não tem nome
Amids com um sorriso perverso, aponta o dedo no rosto do aldeão interrompendo-o e continua
- Você é um produto, minha propriedade, você não é nada
O pobre coitado treme de medo enquanto Amids continua calmamente
- Homens, isso é seu novo lar, façam o que quiserem, só deixem os homens vivos e não destruam as casas, o resto é com vocês.Amids fica de costas para o povo aterrorizado enquanto seus homens correm para cima como animais selvagens famintos.
Crianças são arrancadas dos braços e mortas sem devaneio, gritos ecoam, mas dessa vez, diferente da guerra, não se misturam com sua audição, são agudos e dolorosos, os sangues são mais pesados e difíceis de lidar, o que era pra ser mais fácil, poucos soldados consegue cumprir com a ordem. Alguns soldados se escondem e tapam os ouvidos, outros saqueam as casas. Enquantos uns matam crianças e mulheres das formas mais brutais possíveis, miolos e tripas voam pelas casas, estupro sem censura acontece por todo o vilarejo, nenhum tipo de pessoa está impune dessas atrocidades, nem mesmo as mais inocentes.Amids não esta preocupado com isso, o rei está a espera dos reforços para ser escoltado de volta para casa.
Se ouve um barulho de cavalaria, Amids aspira vitorioso, quando se vê ao longe, não são as armaduras de bronze ao qual está acostumado, muito menos as de couro ao qual pertencia ao seu inimigo, eram brancas, prateadas, refletindo a luz do fim da tarde como se pegasse a energia do próprio sol, até mesmo os cavalos tinham armaduras- SE PROTEJAM
Amids grita em desespero
- FAÇAM BARRICADAS, O INIMIGO ESTÁ A CAMINHO
Prontamente os soldados param o que estavam fazendo, alguns aldeões fogem, outros ja estão presos. Os portões se fecham, carroças são colocadas para dificultar a entrada e o vilarejo é selado, não parece existir saída
- Ora ora, achei que o "conquistador" era mais esperto
Uma voz confiante fala por fora do vilarejo.
- Quem é você? O que você quer?
Amids questiona
- Haha, está lutando contra nós esse tempo todo e não nos reconheceu?
- Que porra você fez com aquele exército? Por que enviou aqueles soldados a morte?
- Hmpf você não parecia preocupado antes, tarde demais para pensar sobre isso. Mas eles eram só alguns aldeões desse vilarejo, prometi riqueza e blá blá blá. Mas eu jurava que você não ia cair nissoApós uma risada, inimigo parece se divertir enquanto fala
- Além disso você ainda corre para armadilha como um rato faminto indo para ratoeira E AINDA TRÁS TODA A FAMÍLIA HAHAHA
Ouvem-se mais risadas por trás
- Vamos ver quanto tempo você dura aí dentro ratinho
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A Monarquia
ФентезіEssa é a história, mito ou lenda do grande rei Amids, o Cobiço, suas primeiras conquistas e derrotas, sua queda ou talvez ascensão, conquistando um grande reino e uma família em um reino sombrio e medieval. Este conto diz como foi a violenta criação...