Ele é um fazendeiro bronco
Ela é mimada
Ele é do campo
Ela uma professora de dança da cidade
Eles são melhores amigos de infância
Ele sequestra ela.
Gael Duarte desenvolveu uma personalidade forte e possessiva. Obcecado por sua amiga de infânc...
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Entro no quarto com outra bandeja de comida e vejo Linda dormindo profundamente. Ela parece tão vulnerável, e isso me dá uma sensação de poder. Ouvir suas súplicas por remédio só aumentou minha raiva. Meu plano sempre foi engravidá-la, e agora, com um filho em jogo, seria mais fácil manipulá-la. Sei que ela nunca abortaria uma criança. Linda é boa demais... e eu estou realmente obcecado por ela de um jeito que nem eu estou conseguindo controlar. Estou disposto a fazer o que for necessário para conseguir o que quero.
Ela.
— Linda, você vai entender um dia... — murmuro para mim mesmo, ao deixar a comida ao seu lado e saindo logo depois em silêncio. Fecho a porta atrás de mim, deixando-a descansar
Caminho pelo corredor, minhas botas fazendo eco no chão de madeira. Aproveito algumas horas para procurar pistas sobre a minha irmã desmiolada sem sucesso. Precisava encontrar Lena e resolver essa situação antes que tudo saia do controle. Mas, antes disso, precisava ver meus pais para não correr o risco deles virem aqui.
Minha mãe e Vic estão na capital com Mônica, ajudando nas buscas, então só meu pai está em casa, então eu poderia ir vê-lo sem minha mãe me enchendo de perguntas.
— Gael? — meu pai me vê chegando ao longe enquanto limpa seu chapéu, em pé ,rente a porta.
— Só vim dizer que estou a quase encontrando. — Sou direto.
— Linda? — ele pergunta, e eu me esforço para soar avoz firme.
— Não, pai. Lena...
Ele respira fundo, me olhando por um momento, de um jeito estranho.
— Você não parece muito preocupado com o desaparecimento de Linda. Ainda está bravo com ela? — meu pai pergunta, encostando-se na parede enquanto continua passando a mão pelo chapéu.
— Não! Fizeram as pazes no dia em que a deixei na capital. Só estou cuidando de uma coisa de cada vez. Agora são duas pessoas para procurar, mas está tudo resolvido entre mim e Melinda — respondo calmamente, mesmo com o olhar de desconfiança do meu pai.
Ele se afasta da parede e se aproxima de mim.
— Ah, que bom, filho. Seria horrível saber que vocês ainda estavam brigados... — ele diz, segurando meu ombro. — Espero que ela esteja realmente bem... — aperta meu ombro levemente e limpo a garganta seca, discretamente quando ele se afasta e dá dois tapinhas em meu ombro.
— Estou indo para a capital ajudar nas buscas. Linda pode estar mais perto do que pensamos. — comenta, caminhando entre a grande área coberta.
— Você acha? — pergunto, coçando o pescoço e virando-me para ele.
Será que ele sabia de alguma coisa?
Droga, espero que não.
— Bem, tudo indica que ela foi de fato sequestrada — meu pai faz uma pausa, e eu limpo a garganta novamente. — Espero que não tenham feito nada com ela. Mônica está desesperada, e aquela mulher pode ser o próprio demônio quando está com raiva. — Ele ajeita seu casaco tranquilamente. — Sobre a Lena, sei que logo a encontraremos. Ah — ele vira um pouco a cabeça —, devia colocar gelo nesses machucados. Sua boca está horrível...Até logo, filho.