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Tom Kaulitz

- Viu a Lize Bill?

- Ela estava saindo com uns garotos ali - meu irmão aponta para saída, ele está bêbado e não posso confiar cem por cento em suas palavras, mas mesmo assim vou verificar.

Saio na rua e procuro em volta por Lize que não está em lugar nenhum, onde essa garota se enfiou?

- Tom Kaulitz, o que faz na mesma balada que a cantora Lize Jones? - um homem me pergunta derrepente, já apontando a câmera na minha cara.

- Vim comer a vó dela idiota! - falo debochando e entrando de volta para o local.

Esses caras devem ter fotografado Liz saindo daqui, tenho que ir atrás dela, a garota já deve esta tão bêbada e não conseguindo nem andar direito. Tem ficado assim nesses últimos anos, ela bebe até tombar e eu cuido depois, é isso que a merda do amor nos torna, um cuidador de alcoólatra.

Pego meu celular e começo a ligar para ela, chama até cair na caixa postal, repito isso por mais um milhão de vezes até perceber que não iria adiantar nada. Já são quase quatro horas da manhã, não vou bater na porta de sua casa agora.

[...]

- Bom dia loira - falo assim que ela acorda notando que eu estava sentado na beira de sua cama.

- Bom dia Tommy - me chama pelo apelido que faz minhas pernas ficarem bambas.

- Sua mãe precisou sair para resolver umas merdinhas que você fez na noite passada, então estou responsável pelo almoço.

Ela apenas resmunga um ok e vai em direção ao banheiro, depois de alguns minutos escuto o chuveiro ligar e essa é minha hora de sair do quarto, mas antes de sair que tal eu dar uma olhada naqueles papéis que está em cima da sua escrivaninha. É o seu caderno de música.

Abro a primeira página e leio palavras sem sentido algum, essa garota é estranha. Depois de algumas páginas lidas noto que suas músicas são sempre ligadas à alguém que ela perdeu, um amor.

- Tom! - meu nome é gritado por ela do banheiro fazendo eu me assustar e derrubar o caderno e alguns lápis.

- Oii?!

- É... eu acabei esquecendo de pegar a toalha - ela diz com vergonha - pode pegar pra mim no guarda roupa?

Começo rir de sua cara e ela me xingar.

- Vai logo Tom! Fica na segunda porta perto da terceira gaveta.

Abro na segunda porta e me deparo com seis gavetas, três de cada lado, e agora? Melhor eu olhar todas então.

- Sério isso Lize? - pergunto puxando uma calcinha com um pompom atrás, imitando um coelhinho.

- Não mexe na quarta gaveta, por favor! E vai logo, estou com frio.

Ignoro o que vi e vou pegando a toalha que eu já tinha achado.

- Da próxima tenta uma de tigre - falo passando a toalha pelo vão da porta.

- Vai se fuder!

[...]

Estou terminando os ovos mexidos quando Liz aparece na cozinha de pijama.

- Achei que iria trocar de roupa.

- Pra ficar em casa, não mesmo, pijama é melhor que qualquer roupa.

Termino a comida e coloco em um prato na sua frente. Ela olha para mim e sorri, esse é o melhor sorriso existente no mundo. Depois que Lize me chutou da sua vida eu tentei superar ela em outras garotas, mas não consegui. Sinto que mesmo depois de anos eu ainda sou um adolescente ansioso pelo primeiro beijo quando vejo ela, essa loira tem um efeito tão grande em mim que se mandar eu correr pelado em volta da torre eiffel e depois pular eu obedeço sem nem se quer questionar. Eu ainda a amo.

- Que foi? - ela me pergunta confusa pelo meu silêncio.

- Pensando.

- Sobre?

- Você - digo sem olhar nos seus olhos.

O silêncio volta para o ambiente e percebo que falei besteira, prometi a mim mesmo não tentar voltar pra ela.

- Podemos conversar? Eu preciso te falar algumas coisas - ela diz séria e eu apenas confirmo com a cabeça esperando a garota começar. Da última vez que pediu isso não foi boa coisa.

- Tom, eu quero começar pedindo desculpas por esses últimos tempos, minha mente está de ponta cabeça e eu tenho pensado demais sobre várias coisas, acabo comentando besteira e você, seu irmão estão sempre cuidando de mim, peço desculpa por ser esse peso na sua vida. Outra coisa - ela fica em silêncio e respira fundo - não te superei.

Eu acho que estou delirando, certeza que ela está brincado comigo.

- Para com isso loira! - falo rindo desacreditado.

- Porra, falta eu ter um ataque cardíaco quando me chama de loira! Você não tem ideia do quanto eu estou louca por você. Três anos tentando superar o fato de que foi eu quem te chutou, mas isso tá difícil demais. Não posso te cobrar nada até porque quem não queria era eu, mas depois que foi embora fez falta, só a nossa amizade não está sendo o suficiente. Tem noção do quanto é terrível te ter do meu lado e agir como melhor amiga, quando na verdade eu queria estar te beijando ou fazendo sabe-se lá o que.

- E porque não faz?

Ela para de falar e me olha com os olhos arregalados. Essa é a hora em que eu a beijo? Porra! Pela primeira vez eu não sei o que fazer diante de uma garota.

- Não vai ser a mesma coisa de antes, não vamos ser dois adolescentes imaturos com medo da vida, eu te desejo tanto quanto você me deseja. Você me quer e eu preciso de você. Eu quero seu amor Lize.

Ela não perde tempo e me beija com carinho, durante essa conversa acabei ficando do seu lado o que facilitou.

- Eu quero seu amor, não quero que sejamos amigos - ela fala entre o beijo.

Aquilo me impulsiona a beijá-la mais profundamente, pego na sua cintura e a levanto, apoiando na mesa. Estamos ofegantes, esse beijo é diferente, não é só sentimentos.

- Eu te amo tanto, mas o porquê eu te amo nunca vou saber - falo quando paramos o beijo e encostamos nossas testas.

- Então me mostre esse seu amor.

- Então me mostre esse seu amor

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Eles mais novos são tao fofos...

Espero q gostem
Bjss de luz ✨️

Is it Love? | Tom KaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora