Minho sentiu um peso saindo das costas, ao terminar o relato. O terapeuta que lhe analisava, simplesmente escutava tudo, sem perguntar alguma coisa.
A sala de acompanhamento psicológico do hospital, era acolhedora. Tinha o tamanho de um consultório padrão, com apenas duas poltronas e alguns quadros e certificados pelas paredes.
Félix, o psicólogo, parecia ser jovem demais para aquele nível de especialização, mas talvez só fosse super dotado.
– Então, depois de ter relações sexuais com o funcionário da balada, você foi para o futuro e se viu casado? – Apesar dos anos de experiência, nunca imaginou que ia pegar um caso daquele nível. – E você tinha até um filho, você pode me contar mais informações sobre isso?
O cardiologista revirou os olhos, ajeitando a postura e saindo daquela poltrona confortável. O hospital fornecia um serviço de acompanhamento psicológico para todos os médicos e funcionários, mas era péssimo ser considerado como mentalmente instável.
– Você acha que eu estou alucinando também, não é? – O beta ergueu os olhos do bloquinho, finalmente encarando o paciente diretamente. Félix tinha sardas espalhadas pelo rosto, algo muito incomum. – Eu não usei drogas, e sou mentalmente estável, quer saber, eu vou voltar para o plantão.
O psicólogo se ergueu da própria cadeira, segurando o braço do paciente, e impedindo que ele cruzasse aquela porta.
– Minho, espera – Apesar de ser um beta, Félix tinha uma marca estampada no pescoço bonito e branco. – Eu acredito em você.
– Você acredita? – O médico rebateu o comentário, um tom irônico escapava pela voz dele, ele estava revoltado. – Você acredita que eu estou ficando maluco, como todos os outros, o Hyunjin queria até me receitar rivotril.
Minho tinha uma feição cansada, como se dormisse mal há dias, o que era verdade. O alfa estava sofrendo de insônia, e só conseguia dormir após tomar alguns calmantes pesados.
Félix negou com a cabeça, fechando a porta, e dando duas voltas na fechadura, em seguida, puxou delicadamente o paciente de volta para poltrona acolchoada.
– Escuta, eu acho que você se envolveu com uma espécie de clarividente de almas – Félix revirou os olhos quando o cardiologista começou a rir, de forma irônica. – Você tem que acreditar em mim, e eu vou poder te ajudar com isso.
– Um clarividente, sério? Qual o próximo passo, me contar sobre a mansão dos mutantes? – Minho revirou os olhos, o cardiologista estava a ponto de chorar de desespero. Voltar para o próprio apartamento, era uma tortura. Tudo parecia gelado e solitário. – Escuta, eu não sou doido, e te garanto que não me envolvi com nenhum clarividente.
Félix revirou os olhos, antes de desbloquear o celular e mostrar uma imagem ao alfa. Na imagem, tinha um homem de cabelos loiros, e olhos violetas.
– Voce está vendo a cor dos olhos dele? São roxos, a cor do mistério – O psicólogo entregou o aparelho na mão do cardiologista. – É um tipo de hipnose, eles fazem você ter um deslumbre do futuro, ou melhor, de um possível furuto.
Minho apertou a borda do celular com os dedos. Quando viu o garçom pela primeira vez, achou que eram lentes de contato, íris de coloração roxa, não eram uma coisa natural.
– Todos os clarividentes tem os olhos dessa cor?
– Sim, a própria cor tem uma ligação com a espiritualidade – O terapeuta começou a contar, a voz soava em um tom calmo, justamente para relaxar o médico. – A cor roxa estimula o contato com o lado espiritual, proporcionando a purificação do corpo e da mente, e a libertação de medos e outras inquietações.
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The time is now - Minsung
Romance- Rodado não, Bang, eu sou um degustador - O Lee respondeu, abrindo alguns botões da camisa social branca que usava. - A vida é curta demais para transar só com um corpo, cara. Christopher ergueu uma sobrancelha, escutando os comentários insensíveis...
