Minho se remexeu no sofá, tentando encontrar uma posição confortável.
Jisung tinha insistindo para eles dormirem juntos, mas o alfa não ia conseguir simplesmente deitar na cama, e adormecer do lado daquele omega.
Dividir a cama durante o sono, era algo tão íntimo.
O cardiologia se remexeu. A noite estava meio fria, apesar de estar completamente coberto com um edredom, e coberto até a cabeça, ele se sentia gelado, uma sensação de vazio.
– Honnie, você ta acordado?
Minho resmungou, tirando a cabeça debaixo do edredom. Jisung estava parado na frente do sofá, vestindo uma camiseta longa de de frio, e as pernas de fora.
– Estou – O médico respondeu, tentando não encarar demais as coxas grossas do marido. – Eu não consigo dormir.
– Você nunca conseguiu dormir nesse sofá durante o inverno, você odeia o frio.
– E você me deixou sozinho nesse lugar?! – O tom de voz saiu extremamente manhoso, surpreendendo o alfa, e o marido. – Sentido frio? Me sentido abandonado como o primeiro desodorante da prateleira.
O ômega soltou uma risadinha baixa, se aproximando ainda mais do sofá, ao ponto dos joelhos baterem no tecido macio.
– Você sempre sofre de insônia no....
– Você não tem medo de ficar doente? – Jisung soltou um gritanho assustado, sendo surpreendido pelas ações do alfa, quando o marido simplesmente o puxou pelo braço para o sofá, deixando o corpo do ômega cair em cima do próprio corpo. – Andando com essas pernas de fora, em pleno inverno? Voce pode desenvolver uma hipotermia.
Jisung arregalou os olhos, finalmente compreendendo a situação que estava.
– Você sabe que eu não sinto frio nas pernas, alfa.
Minho observou o rosto do marido, ficando em silêncio. As janelas do cômodo deixavam a luz do luar entrar e iluminavam o rosto bonito.
Atingindo pela luz do luar, o ômega parecia a criatura mais bonita do mundo, ele parecia deslumbrante.
Acho que eu entendi o motivo desse casamento, o pensamento cruzou a mente do cardiologista.
Minho suspirou fechando os olhos e pronto para beijar o mais baixo, se surpreendendo quando ele virou o rosto, evitando o contato.
– Ei, eu sou seu marido!
– Você está com perda de memória recente, pelo que eu lembre, alfa. E isso nos torna, praticamente desconhecidos – Jisung piscou o olho para o esposo, enquanto mordia o lábio inferior se forma leva. – Eu não vou te deixar me beijar, você só conseguiu me beijar após o sexto encontro, querido. Mas se você quiser dormir na nossa cama, eu posso pensar em deixar você me abraçar.
Minho não esperou outro convite.
[...]
Minho bebeu um longo gole do café expresso que tomava, observando o ortopedista. Bang Christopher não tinha mudado muita coisa, só ganhando algumas rugas ao lado dos olhos, que apareciam quando o alfa sorria.
Hyunjin tinha lhe recomendado voltar ao trabalho, e tentar estimular as memórias naquele lugar, tentando se focar em coisas que poderiam ativar as memórias guardadas na cabeça do alfa.
– Para de me olhar desse jeito – O cardiologista mordeu um pedaço do sanduíche. Aproveitando os poucos minutos de pausa que tinha antes de outro plantão, ou uma emergência. – Eu já te expliquei a situação, e o Hyunjin te mostrou minha tomografia.
Christopher riu, da expressão do amigo que enfeitava o rosto do amigo. O ortopedista bebeu um longo gole do caramel machiatto, antes de responder
– Você é um fodido mesmo, Lee. – Christopher estava rindo mas tinha noção que a história era bem triste. – Você estava com a vida perfeita, e esqueceu tudo?! Quais são as chances?
– Uma em mais de um milhão e meio – Hyunjin se acomodou em uma das cadeiras vazias da mesa, que a dupla de médicos utilizava. Todo o trio tinham alianças enormes de ouro, no dedo anexar esquerdo. Mas aquilo não conseguia impedir os olhares desejosos que recebiam. – Você é a maçã dourada, amigo, premiado com uma má sorte do caralho.
Christopher riu, concordando com a cabeça. Aquela situação era maluca. Apesar de ser extremamente raro, alguns casos apareciam eventualmente.
– Você so pode estar ficando maluco com a idade, cara, faltam menos de sete anos para você ser um quarentão gostoso.
– Hey! Você é um ano mais velho que eu, você que vão ficar maluco antes de mim
Hyunjin revirou os olhos, apenas escutando os comentários ácidos e maliciosos da dupla de amigos.
– Cara, você esqueceu até do seu filho. Como você consegue esquecer de uma coisa tão importante?! Você só sabia falar da gestação do Jiji, o tempo todo. Todos os dias, durante as trinta e nove semanas, voce se tornou o alfa mais dengoso que eu ja vi. Voce ate desmaiou durante o parto, e chorou como um bebe quando viu o Taehyun pela primeira vez, ate saiu catarro do seu nariz – O ortopedista falou, um tom de voz revoltado saindo das cordas vocais. – O Tete é a coisa mais fofa do mundo, como você conseguiu esquecer aquela fofura?!
– Você quer falar de esquecimento? Você tem quatro filhos qual é, Chris, você é um médico, com certeza, conhece a camisinha.
O ortopedista revirou os olhos, bebendo um gole do café americano triplo que tinha comprado.
– Eu até conheço, seu pervetido, mas com certeza, você sabe que não é tão gostoso com aquele látex, aquilo incomoda – Christopher revirou os olhos, dirigindo um olhar cheio de deboche para a dupla de médicos ali. – E meu marido ama, fazer sexo é muito divertido.
– Você não tem uma televisão?! – Hyunjin perguntou, o alfa tinha apenas dois filhotes e sentia que poderia surtar a qualquer minuto. – Sei lá, arrumem outra forma de diversão, se vocês continuarem desse jeito, vão fazer um time reserva de futebol.
– Hm, digamos que esse era o plano original, nos queríamos uma família grande – Christopher coçou a nuca meio envergonhado, o alfa amava ser pai, e sentia falta de um bebê recém nascido na casa, por isso, tinha convencido o marido a ter mais um filhote. – Ah, e aumente esse número para cinco, Seungmin tá grávido novamente, já podem me chamar de papai do ano.
Minho deixou o queixo cair.
[...]
Minho se acostumou a uma vida solitária.
Então, era estranho chegar em casa, e descobrir que um serzinho ia estar esperando por ele, enquanto brincava com algumas peças de lego
Taehyun sorriu para o pai, sentandinho no cercadinho que ficava no centro da sala, batendo palminhas, muito animado com a chegada do progenitor.
Jisung tinha vestido o bebê com uma roupinhas com estampa de abacate, e ele parecia uma fofura ambulante.
O cheiro gosto de comida tomava conta do ambiente, e faziam o estômago do médico roncar várias vezes durante um minuto. Jisung tinha uma comida dos deuses.
– A!
Minho riu, se aproximando do bebê para deixar um beijo carinhoso na cabeça dele.
– Oi, bagunceiro – Minho sentiu o coração derreter quando viu o bebê estender os bracinhos gordinhos, como se pedisse colo ao pai. – O papai ainda não tomou banho, bebê.
– Oi, você chegou – Jisung apareceu no cômodo, vestido com um avental florido, e com as bochechas rosadas. – Rápido, corre para o banho.
Minho fez um beicinho na direção do mais novo, que o olhou de forma confusa. Percebendo o ato, o alfa, rapidamente focou a atenção no bebê.
– O que tá acontecendo?
– Seus pais estão à caminho
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The time is now - Minsung
Romance- Rodado não, Bang, eu sou um degustador - O Lee respondeu, abrindo alguns botões da camisa social branca que usava. - A vida é curta demais para transar só com um corpo, cara. Christopher ergueu uma sobrancelha, escutando os comentários insensíveis...
