Onde Rebekah Mikaelson se encontra totalmente despreparada para cuidar de um recém nascido e então como um passe de mágica, sua vizinha musculosa aparece para lhe salvar das noites mal dormidas regadas por choros e gritos esganiçados.
Ou
Onde Wilhe...
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MINA GRAY JÁ havia visto muitos corpos desprovidos de vida ao longo da sua existência. Desde tenra idade quando começou a seguir o ofício dos seus pais como Caçadora de Sombras havia se preparado psicologicamente para lidar com mortes brutais. No início o estômago se revira e o cheiro impregnava as narinas, mas com o passar do tempo se tornaram cenas cotidianas pois demônios não possuem piedade e é necessário que se tenha alguém para conter os seus avanços contra a humanidade.
Mas depois que se tornou mãe, algumas cenas ficaram mais difíceis de suportar do que outras, principalmente quando se tratava de crianças.
Ao cruzar o limiar do porão de sua casa, protegido por uma infinidade de runas e feitiços, Mina viu um menino pequeno deitado sobre uma maca de metal fria e seu corpo imediatamente congelou. Era comum que demônios e seus seguidores usassem crianças como sacrifícios, mas isso não diminuía a tristeza e a raiva que Mina sentia diante desses atos cruéis. Como alguém poderia ser tão vazio e desprovido de empatia a ponto de matar crianças inocentes? Mina sentia um misto de tristeza e revolta por essas vidas interrompidas e a injustiça que pairava sobre elas. Essas crianças não tinham vivido o suficiente para merecer tal fim e não tinham culpa alguma naquilo que estava acontecendo.
Mina sentiu um aperto no coração ao ver Quinn segurando a mãozinha endurecida e gelada do garotinho, seus dedos finos acariciando suavemente sua bochecha pálida e fria. A expressão de dor e tristeza em seus olhos era palpável e quase insuportável de se ver. Era como se toda a inocência e esperança que a criança poderia ter tido tivesse sido arrancada dela de uma só vez. E então, uma lágrima solitária escapou dos olhos de Quinn, escorrendo por sua face delicada.
Mina percebeu um som baixo e suave, quase como um sussurro. Ela prestou atenção e identificou um pedido de desculpas, como se fosse uma confissão íntima, pronunciado em um tom baixo e quase imperceptível.
Mina colocou a mão no ombro de seu irmão e, sem dizer uma palavra, eles saíram daquele lugar. Ela sabia que Quinn precisava de um momento para lidar com suas emoções e processar tudo o que acabara de acontecer. Enquanto caminhavam pelo corredor, Mina podia sentir a tensão no corpo do irmão e o peso da tristeza em sua alma. Ela sabia que, assim como ela, Jame estava sofrendo com a perda daquela criança inocente.
Ambos estavam sentados nos degraus da escada.
— As sombras te falaram alguma coisa? — perguntou para Jame, enquanto observava uma sombra rodopiando por entre os seus dedos como se tivesse vida própria.
— Nada relevante, apenas que ele estava com medo, muito medo e que não sabia nadar. — ele engoliu em seco. — Talvez, o seu assassino desejava matá-lo e desovar o corpo em outro lugar.
Mina suspirou, sentindo o coração se afundar dentro do peito. Odiava casos como aquele. E ela sentia que sempre parecia que o mundo não estava ao seu favor para desvendar aquele quebra cabeça. Por um momento, desejava ter o mesmo dom que a sua mãe. Assim, poderia vivenciar os últimos instantes de vida daquela criança e caçar quem quer que tenha cometido tal atrocidade.