Onde Rebekah Mikaelson se encontra totalmente despreparada para cuidar de um recém nascido e então como um passe de mágica, sua vizinha musculosa aparece para lhe salvar das noites mal dormidas regadas por choros e gritos esganiçados.
Ou
Onde Wilhe...
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REBEKAH MIKAELSON EM TODOS os seus milênios nunca se viu preparada para àquela situação: totalmente enlouquecida enquanto o bebê chorava em plenos pulmões ao mesmo tempo em que o leite fervia na panela derramando-se no fogão e a campainha tocava.
Haviam muitos momentos em que não gostava de ser uma vampira, e com toda a certeza anotaria mais um para a conta. Incontáveis vezes os seus instintos apurados lhe salvaram a vida das caçadas de um pai perturbado ou de um irmão lunático, mas naquela situação, daria qualquer coisa para não ter ouvidos tão sensíveis.
Por Deus, mataria quem quer que estivesse atrás daquela porta.
Usou sua velocidade inumana para desligar o fogão e pegar a criança no colo, torcendo o nariz para o cheiro de queimado ao mesmo tempo em que balançava Hope pelo corredor em direção à porta de entrada. Suspirou fundo algumas vezes enquanto caminhava. Quando abriu a porta deu de cara com uma pessoa carrancuda, Rebekah não sabia dizer se era homem ou mulher. Tinha os cabelos cortados como os de um homem, cortados nas laterais e grande na parte de cima, mas os traços faciais eram mais delicados. De duas uma, ou era um homem mais afeminado ou uma mulher mais masculina.
- O que você pensa que está fazendo tocando a campainha igual parecendo um lunático? Caso não tenha reparado tem uma criança na casa!
A pessoa observava com desdém enquanto o bebê chorava.
- Independente se eu não tivesse tocado a campainha, ela continuaria chorando igual a meia hora atrás. - respondeu, a voz era definitivamente feminina mas Rebekah estava pouco se importando com isso. - E, pelo que vejo você vai acabar matando essa criança. O choro esganiçado me solidarizou então vim ajudar.
- Ninguém te chamou, saia da minha porta.
- Olha minha senhora, sua filha está chorando a mais de meia hora e caso não saiba também tenho crianças pequenas em casa que não conseguem dormir e estão me deixando doida. Então faça um favor, senão para si mesma, para sua filha. Pare de ignorância besta e aceite uma ajuda.
Rebekah estava com raiva. Durante os seus séculos de vida nenhum humano qualquer se atreveu a falar de tal forma consigo mesma. Eram mortos antes de terminarem uma única frase. Os corações eram extraídos ou os pescoços quebrados, Rebekah não se importava. Queria mata-la de todas as formas possíveis.
- Saia da minha porta e se atreva a tocar essa maldita campainha de novo que você verá o que faço com essa sua cabecinha linda.
Sem esperar uma resposta, Rebekah fechou a porta com força e a sensação de arrependimento chegou mais rápido do que esperava quando Hope começou a chorar ainda mais. Como uma coisinha tão pequena conseguia fazer tanta algazarra? O rostinho gordinho estava avermelhado enquanto a boca se abria para um novo grito, as mãozinhas fofinhas com dedos curtinhos esfregavam os olhos com força enquanto as unhas arranhavam a pele. Rebekah a aninhou mais em seus braços, como se o calor do seu corpo pudesse ajudar em algo.