Capítulo 7 ✓

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Olhos sádicos

A LUZ ENFEITIÇADA nas mãos de Mina Gray projetava um brilho branco nas catacumbas subterrâneas usadas durante a Segunda Guerra Mundial em Londres

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A LUZ ENFEITIÇADA nas mãos de Mina Gray projetava um brilho branco nas catacumbas subterrâneas usadas durante a Segunda Guerra Mundial em Londres. Era um local repleto de energia demoníaca e o cheiro de enxofre era nítido no ar.

Seus passos eram cuidadosos e precisos, enquanto as runas gravadas em sua pele pulsavam com poder, fortalecendo seus sentidos e sua conexão com o mundo sobrenatural que a cercava. Ela podia sentir as ondas de energia demoníaca como um zumbido constante em sua mente, um lembrete constante do perigo iminente.

Incrustado naquelas paredes havia muita dor e ressentimento, assim como mágoa e ira, sentimentos estes que atraem diversos tipos de demônios. Foi o local de muitas mortes e perdas. Todo o cuidado ali era pouco, já podia escutar a voz do irmão lhe repreendendo por fazer algo perigoso sem a sua presença. Mas, no instante em que o Raven lhe revelou o provável paradeiro de onde o dono daqueles tufos de cabelo estava, a caçadora não deixou a oportunidade passar. Ainda mais quando - com a ajuda de uma peça de roupa - conseguiu a localização do irmão de Kaitlin que levava ao mesmo local.

A cada passo dado sua respiração ficava ainda mais pesada, como se de forma insistente algo tentasse a empurrar para trás. Havia alguma coisa poderosa acontecendo ali, disso ela tinha absoluta certeza. Sentiu o telefone vibrando mas não o atendeu, sabendo perfeitamente de que se tratava do seu irmão que provavelmente apareceria naquele local com o auxílio das denominadas "danadas" como seus filhos nomearam suas sombras fofoqueiras.

Mina havia simplesmente odiado sair de casa daquela maneira, não queria deixar aquela bolha de alegria criada por Rebekah e sua família. Pelo Anjo, desejava ter ficado mais tempo na presença da loira e se sentia muito frustrada pelo informante ter lhe contatado naquele exato momento. Anotou mentalmente para que na próxima vez que se encontrasse com Raven, batesse no homem até que o seu nariz se quebrasse.

Mina sorriu discretamente ao se lembrar da expressão de Rebekah ao saborear algo que ela própria havia feito, geralmente as pessoas apreciavam a comida de Jame, coisa que Mina não se incomodava tanto já que não era do seu feitio cozinhar e não possuía tal paixão como o irmão. Porém, um sentimento estranho e bom se abrigou em seu peito naquele momento. E a caçadora admitia que gostaria de sentir aquilo mais vezes.

De repente, sons animalescos ecoaram pelas catacumbas. Era um ruído gutural, inumano, que fez os cabelos na nuca de Mina se arrepiarem. E o cheiro de podridão ficava ainda mais intenso.

Ela guardou a luz enfeitiçada no cinto e segurou as lâminas com força por entre os dedos enquanto invocava o seu anjo protetor, fazendo com que adquirissem um brilho celestial. Ela suspirou devagar, controlando seu ritmo cardíaco. E então com passos cautelosos seguiu em frente, estando rente a parede. Mais a frente, à sua esquerda, os grunhidos ficavam mais altos e animalescos, porém havia mais alguém.

-Esse moleque não serve para nada, ele ainda não acordou. - disse uma voz desconhecida e raivosa.

- Vamos ter calma, minha senhora, nunca vi um demônio antes, mas deve demorar para o ritual funcionar.

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