Onde Rebekah Mikaelson se encontra totalmente despreparada para cuidar de um recém nascido e então como um passe de mágica, sua vizinha musculosa aparece para lhe salvar das noites mal dormidas regadas por choros e gritos esganiçados.
Ou
Onde Wilhe...
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REBEKAH ASSOPROU a fumaça da xícara de chá calmamente enquanto observava a mulher à sua frente.
Como havia sido dito mais cedo, Mina apareceu no apartamento da loira cerca de uma hora depois de terem acertado o seu "combinado". Rebekah se impressionou como a personalidade da morena se modificou quando pegou Hope nos braços. Fazia gracinhas alegando roubar o nariz de bolinha da menina e imitava uma voz fininha ao cantar cantigas aleatórias sendo sobre uma aranha subindo na parede ou sobre uma borboleta fazendo chocolate. Nunca adivinharia que a mulher que encontrou no corredor era a mesma que estava no seu apartamento. À primeira vista, ela exalava aquela aura típica de "bad girl" que Rebekah frequentemente via nos filmes. Parecia que a qualquer momento ela poderia encurralá-la por causa de um simples olhar mal interpretado e depois sairia em sua moto preta, vestindo uma jaqueta de couro da mesma cor, - pois bad boys/girls amavam preto - em alta velocidade enquanto exibiam suas tatuagens por todo o corpo.
A jaqueta de couro Mina já tinha, já que estava vestida com ela, a tatuagem também já que podia enxergar perfeitamente as linhas pretas que cobriam o seu pescoço. Na opinião da vampira parecia um garrancho sem graça, algumas linhas tortas pretas das quais não sabia o significado - caso tivesse. Rebekah só precisava descobrir se ela tinha uma queda por motos pretas, para então sua hipótese estar completamente certeira.
— Regra número um quando se trata de crianças: você tem que virar uma pessoa besta e perder toda a sua vergonha e timidez, muitas vezes até a dignidade. — disse balançando a menina de um lado para o outro enquanto Hope observava os lábios da mulher e parecia concordar movimentando a cabeça com cada palavra. — Agora me diga, que horas deu comida para a pequena nanica?
— Pequena nanica? Sério?
— É que eu não lembro o nome dela. — respondeu olhando para o chão enquanto as bochechas coravam.
— Hope, o nome dela é Hope e não pequena nanica! — exclamou.
— Prefiro pequena nanica e como sou eu quem vai te ensinar a cuidar dela, a chamarei do que eu quiser, Barbie temperamental. — deu de ombros. — Agora o mais importante, você não me respondeu, quando essa menina comeu?
— Tomou leite com pré-nan a algumas horas.
— Ela já tem o que, uns sete ou oito meses? — Rebekah concordou. — Já podia tá dando comida à vontade. Lógico que ela soltaria algumas bombas atômicas de alta periculosidade, mas pelo menos estaria alimentada com alguma coisa que dá sustância.
— Mas ela ainda é um bebê, nem dente tem ainda. — Mina a olhou quase indignada.
— Lave e seque a mão. — mandou. Rebekah não entendeu a lógica mas fez o que foi pedido. — Enfia dentro da boca dela.
Hein, Rebekah resmungou enquanto Mina revirava os olhos e agarrou sua mão, mais especificamente o dedo indicador.
— Vamos mostrar para a sua tia feia que ela tá errada, pequena nanica. — disse com uma voz fininha e infantil, Rebekah rolou os olhos enquanto que em resposta Hope começou a sorrir mostrando as gengivas e a bater as mãozinhas uma na outra. Sem perder tempo e fazendo altas caras e bocas, Mina enfiou o dedo de Rebekah na boca da menina e ela se assustou quando sentiu algo pontudo, pequeno mas não inexistente. — Eu estava certa. Quando vocês foram na minha porta ela coçava a gengiva com a mão e estava salivando muito, sem contar que aquele choro todo não é comum, a não ser que você tenha feito alguma coisa que a deixou muito irritada.