Capítulo 4 ✓

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Entre Patos e Biscoitos

REBEKAH MIKAELSON se olhou no espelho uma última vez, procurando qualquer resquício de imperfeições em sua maquiagem recém feita ou no seu conjunto de roupas escolhidas para a ocasião

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REBEKAH MIKAELSON se olhou no espelho uma última vez, procurando qualquer resquício de imperfeições em sua maquiagem recém feita ou no seu conjunto de roupas escolhidas para a ocasião. O cabelo havia sido cuidadosamente trançado sendo jogado pelo ombro, enquanto que uma boina de cor vermelha havia sido escolhida.

Sentia como se houvesse incontáveis borboletas em seu estômago, e ela não entendia o porquê. Mina era sua vizinha, e havia sido compelida a lhe ajudar a cuidar da sua sobrinha. Sua mente a todo custo dizia que aquela simpatia era algo forçado e moldado para lhe pegar no momento de maior vulnerabilidade. Mas o que uma humana qualquer poderia fazer contra uma vampira original? Isso mesmo, nada!

Mas mesmo em meio a esses pensamentos a sua ansiedade começou durante a madrugada, quando Mina mandou uma mensagem às quatro da manhã dizendo que a encontraria no final da tarde. Rapidamente começou a imaginar as roupas que vestiria nos mínimos detalhes: uma blusa de tricô branca por debaixo de um blazer quadriculado nas cores de preto, branco e marrom com uma calça jeans clara e ignorando a recomendação de Mina, estava com um par de botas de salto pretas.

Enquanto colocava o par de brincos dourados três batidas soaram na porta, instintivamente Rebekah olhou para o relógio que já marcava seis horas em ponto.

Ela terminou de colocar os brincos e foi em direção de Hope, que brincava com os próprios pezinhos na cama de casal, descobrindo o próprio corpinho aos poucos.

— Vamos pequenina, iremos conhecer Londres devidamente.

Hope estava vestindo um conjunto de frio, composto por um macacão de lã cor-de-rosa com detalhes em branco, meias fofas com desenhos de bichinhos e um gorro de lã para manter sua cabeça quentinha.

Diversas batidas soaram novamente, em conjunto do seu nome sendo pronunciado por uma voz diferente e mais infantil. Rebekah se apressou em pegar a sobrinha no colo e usando sua velocidade vampírica foi até a porta.

— Não seja tão apressada Lucinda! Isso é falta de educação.

— Mas eu quero ir brincar....

Rebekah achou graça na situação, não era todo dia que se podia ver Mina com uma cara rabugenta enquanto dava uma "bronca" na filha impaciente.

— Você dormiu o dia todo e tio Jame não pode levar a gente. — resmungou a menina enquanto cruzava os braços e inflava as bochechas. — Por que temos que esperar sua amiga?

— Porque eu quero, agora pare, senão você não vai nem sair de casa hoje.

— Não seja tão dura com ela, Mina. — pronunciou Rebekah enquanto abria a porta da sua casa. — Podemos comprar algodão doce, o que acha Lucinda?

— Lucie! — Corrigiu a menina antes de abrir um sorrisinho tímido. — E eu gosto de pipoca doce também!

Rebekah sorriu para a garotinha.

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