Multiverse

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MARIANA FALOU PÁ JULIANA, JULIANA FALOU PÁ RAFAELA, RAFAAAELA QUE CONTOU PÁ ANA QUE CONTOU PÁ TODAS AMIGA DELA QUE AQUI A BOTADA É BRUTA NA SOCADEIRA NÃO TEEEM

Point of View: Jennie Kim

Se a Jennie de hoje disesse a antiga Jennie, que Lalisa e eu nos tornaríamos algo em tão pouco tempo, a antiga Jennie certamente jamais acreditaria. Primeiro porque em todos esses anos estudando aqui, nunca havia reparado nessa menina franjudinha e depois porque nossa convivência seria minimamente... esquisita de imaginar.

Quero dizer, não temos muito em comum além da "necessidade" dessa aula extracurricular.

O grande problema da sentença "não temos muito em comum além da necessidade dessa aula extracurricular" é que os opostos costumam se atrair. E se gostar... e se amar... eventualmente, claro.

Aliás, chamar Lisa e eu de algo é muito mais fácil quando os sentimentos se confundem em minha alma e coração; é menos difícil de aceitar quando seus princípios não valem mais de nada porque alguém chegou e fez tudo perder o sentido para um sentido novo.

Eu nem sei se dá para entender, no entanto, essa é a conclusão que chego quando deito na cama, de barriga para cima, as mãos embaixo da nuca e os olhos vidrados no teto. O suspiro entalado sai apenas quando percebo que meus pensamentos vagam por lugares que não deveriam e o fechar de olhos me faz imaginar traços que venho reconhecendo bem.

Meu Deus(!), que porra é essa?!

A detenção que o diretor usou para nos castigar, não foi exatamente uma punição tão ruim quanto parecia no começo. Lisa e eu tivemos que ficar mais dois dias e dessa vez a culpa nem foi do diretor Yang e sim da chata da senhora Trunchbull que insiste em dizer que os benditos dos livros não estão arrumados.

Alguém avisa a ela que pessoas entram, pegam livros, devolvem livros e saem todos os dias? Claro que nunca ficará arrumado como ela quer. Caso contrário, venha ela mesma arrumar. Coisa chata, eu hein?!

Só não reclamei tanto dessa injustiça, sobretudo para minha omma, porque tem sido legal passar esse tempinho com Lisa. Seu jeito meio nerd ao falar de livros que já leu me arranca sorrisos sinceros.

Lisa: Você quer? -A indagação veio seguida de um esticar de mãos; ambas seguravam com graciosidade e inocência um embrulho de papel alumínio que cheirava pão fresco, amendoim e geleia-

Jennie: É o que estou pensando? -Sorri folgado ao imaginar o gosto gostoso somente pelo in-crí-vel cheiro-

Quando morava em Auckland, o tão famoso "peanut butter and jelly sandwich" era um dos meus lanches preferidos; sempre que meu pai precisava sair cedo para ir trabalhar, fazia questão de deixar um desses para mim. No fim eu entendia que, mesmo com uma profissão tão exigente à sua vida, seu cuidado comigo era vigente.

Lisa: Sim e não... -Franzindo o cenho, aceitei o que me era oferecido e agradeci com um gesto de cabeça- Digo, é sanduíche com creme de amendoim e geleia, mas não é qualquer um... é simplesmente o melhor do mundo. -Ainda que não precisasse de sua propaganda barata, já que o cheiro dizia tudo, Lisa apresentou com orgulho-

Jennie: Quem fez? -Assim que abri as pontas juntas do alumínio, o aroma duplicou no pequeno espaço que usávamos para nos acomodar- Não me diga que foi você?! -Brinquei e sorri ainda mais por ver sua feição culpada-

Em um canto meio isolado da biblioteca, as prateleiras se sobrepõem ao pé direito que fica recuado diante a largura das mesmas. Antes haviam caixas empilhadas, inclusive delas que tirávamos os livros para arrumarmos e como o lugar ficou vago, é aqui onde nos escondermos da senhora Trunchbull.

Inesperadamente, BLACKPINK - JenlisaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora