Ultimamente, sinto-me pesada, um fardo a carregar.
Um cansaço se acumula, não há como negar.
Só desejo fugir, esquecer o que é importante,
Procurar distrações, um alívio constante.
Mas quando acaba a distração.. o que me resta? Não há nada, não há nada em mim.
É só uma frustração sem fim.
-Sou uma farsa! Uma farsa que usa máscaras, duas caras, sou tão descarada.
A realidade cai em meus ombros, sufocante, quanta imaturidade.
-Não consigo respirar, está me sufocando, tire esse fardo, liberte-me do peso que carrego!
Estou me afogando nessa tempestade, quero me afogar, não aguento mais segurar o fôlego.
- por favor, traga o náufrago
Não acha que aguentei o suficiente?
Deixe-me desistir, não aguento mais resistir.
Vai ser por aqui, nessas águas rasas. Não há, não há outra maneira. Exila-me aqui.
Nessas águas rasas, mergulho em tumulto sem fim,
Mas é no entendimento do que realmente importa que encontro meu fim.
...
Finalmente, está vazio, está completamente vazio, encontrei-me em paz.
