Em um mundo onde a magia é uma força poderosa, o renomado rei de Arles, Valentin Guillat descobre que carrega consigo uma instabilidade mágica ameaçadora para sua vida. Diante desse perigo, ele se lança em uma jornada a um templo onde vive um grande...
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Os reis chegaram no castelo sem serem vistos pelos súditos, atravessando uma trilha da floresta, um caminho discreto que Valentin costumava usar para suas caçadas. No entanto, ao chegarem à entrada do palácio, o ômega sentiu alguns olhares sobre si, o que o deixou desconfortável.
Os cavalos pararam, e ambos desmontaram, se aproximando um do outro.
— Está entregue. — Xavier sorriu, observando o homem.
Valentin desviou o olhar, levemente envergonhado. — Obrigado, Xavier, por me trazer e... por ter me salvado daquele lobo.
— Não foi nada. Só vá ao médico resolver esse seu problema
— Certo — O ômega sorriu suavemente.
Xavier ergueu as sobrancelhas, satisfeito. — Ótimo.
Um breve silêncio se instaurou entre os dois. Era como se ambos evitassem dizer alguma coisa, pois poderia ser um adeus. Valentin não queria se despedir, e aparentemente, Xavier também não.
— Você quer entrar? — O ômega perguntou, hesitante com a resposta do ruivo.
Xavier sorriu novamente, desta vez um sorriso mais largo. Um belo sorriso quadrado. — Eu estou livre hoje, então aceito seu convite.
O rosto do rei se iluminou. Se virando, ele pediu para que os servos levassem Navet até o estábulo junto de Louise e que o alimentassem com um pouco de nabo.
Entrando no castelo, Valentin levou o alfa até o jardim. Ao chegarem, ambos se sentaram em uma mesa circular feita de madeira bruta, exibindo imperfeições naturais as quais contrastavam com a madeira da grande árvore acima deles, seus galhos espalhando sombras suaves sobre a mesa.
— Que tal tentar novamente? — Sugeriu Xavier, lançando um olhar breve para as mãos do ômega.
Este assentiu, concentrando-se por um momento antes de tentar conjurar magia. Ele sentiu uma energia fraca fluir sobre seu corpo, sorrindo esperançoso, mas antes que pudesse reagir, uma forte rajada de magia escapou da palma de sua mão. Tendo uma reação rápida, ele desviou o raio para um galho próximo, que estalou ao ser atingido.
Beaufort olhou para o galho com os olhos arregalados, assustado. Direcionando-o para o outro com a mesma expressão.
— O quê?! — Valentin exclamou, tão surpreso quanto o alfa. — Mas que diabos?! Eu não conjurei uma energia tão forte!
Xavier o observou antes de suspirar. — Peça um médico agora. Isso pode ser perigoso.
— Eu irei. — O ômega se levantou, com uma expressão decidida, mas sentiu novamente a tontura de antes, mas agora veio em uma intensidade maior, o forçando a se segurar na mesa para não cair.
— Valentin! — Xavier se ergueu imediatamente, avançando para o ampará-lo. Envolvendo o corpo do homem em seus braços — Ficou tonto de novo? Você não comeu de novo? — A preocupação era evidente na voz do ruivo.