Capítulo 07

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(...)
Eu estou tão empolgada com o retorno
positivo de vocês com essa história que estou soltando um capítulo atrás do outro.
E já aviso, vocês vão surtar lendo esse.

E já aviso, vocês vão surtar lendo esse

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Nicola

OS AMORES REAIS SÃO ASSIM, ELES FICAM COM VOCÊ PARA SEMPRE. OS ANOS VÃO passando e, conforme você vai esquecendo os beijos e as carícias de rostos nebulosos, ainda se lembra de um simples sorriso daquela pessoa que foi tão especial para você.

Às vezes eu achava que sentia dessa forma por ser platônico, por nunca ter acontecido, como uma pergunta que permanece no ar: "Como seriam os beijos dele?". Anos antes, quando eu me deitava para dormir, costumava ficar imaginando isso. Na minha cabeça, os beijos de Harry eram quentes, envolventes, intensos. Como ele. Como cada um de seus gestos, sua maneira discreta de se mover, o olhar inquieto cheio de palavras não ditas, o rosto sereno... Eu ficava me perguntando se o resto do mundo também o enxergava da mesma forma, se aquelas garotas que se viravam para olhar quando ele passava também viam tudo que o tornava especial.

Por que era tão difícil esquecer um amor que nem sequer existiu, que nem chegou a ser real?

Eu tinha tomado uma decisão, um caminho. Voltar atrás. Sentir. Precisava saber o motivo de ter tantos sentimentos por ele...seria a memória da antiga eu, ainda apegada a ele?

Naquele resto da semana me concentrei em apenas pintar. Na quarta-feira, combinei com Blair de tomar um café. E, na quinta, saímos mais um vez. E então quando vi já era sexta e eu observava Harry desenhando.

— O que está fazendo?

— Umas paradas de decoração para galeria, apenas um esboço.. Você vai fazer alguma coisa hoje? — perguntou Harry.

— Não — respondi. — pensei em ficar aqui.

De vez em quando eu levantava um pouco os olhos e ficava olhando Harry desenhar. Ele era o oposto de mim. Não se deixava levar, não tinha emoção nem nada para deixar transbordar naquilo que fazia. Era delicado, com linhas precisas e bem pensadas, e quase não havia espaço para improvisação. Mas tinha algo cativante na maneira como ele desenhava, tão contido, tão disposto a manter uma barreira entre ele e o papel.

— Para de me olhar, Nicola — murmurou.

Fiquei vermelha e desviei o olhar rapidamente.

Harry fez uma careta. Pegou uma camiseta que tinha deixado no encosto do sofá e esticou os braços para vesti-la... e eu tentei, em vão, não olhar para o peito dele, para a pele dourada, os músculos...as tatuagens.

— Você quer comer o quê? — perguntou.

— Qualquer coisa, tanto faz.

Enquanto Harry preparava o jantar, pintei um pouco. Com o pincel na mão, hesitei e olhei para a pequena caixa cheia de tintas coloridas, todas intactas, menos a vermelha que eu tinha aberto outro dia, todas tão bonitas.

Amore proibiti | H.S Onde histórias criam vida. Descubra agora