Capitulo 12 Docas

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Vodca.

Haviam quatro garrafas de vodca vazias na minha frente.

Eu estava sentado na mesa da minha casa porque eu não tive coragem de ir para o meu apartamento e de Taehyung  desde que tinha pisado em New York. Também estava bêbado desde que cheguei e não tinha conseguido dormir ou comer, mas eu bebi. Bebi feito um viciado de merda e fumei todas as porras dos cigarros que havia comprado

 Engoli em seco, enchendo o copo mais uma vez. Aquela droga de coração partido, estava experimentando aquela porra e era uma droga.Respirei fundo, olhando para a minha mão que segurava a garrafa, eu havia deixado o anel que o Lindinho me deu pra trás. Funguei, jogando a garrafa e ela se quebrou na parede. Ofeguei, colocando os cabelos para trás, virando o copo e me encostei na cadeira. Mordi o lábio inferior e fechei os olhos, a porra do amor era o caralho de uma merda. 

Coloquei meus cotovelos na mesa e olhei para as minhas mãos, fechei-as em punhos e as abri outra vez. Nada, não havia porra nenhuma nas minhas mãos, porque eu não tinha o caralho de nada, tudo o que eu tinha, deixei para trás.

Comprimi os lábios e respirei fundo com os cotovelos na mesa, cobrindo o rosto com as mãos. O que eu tinha feito? “Não quebre o coração dele Jungkook, o ringue já fez isso com ele”.

— Caralho! — esbravejei —  Me perdoe Lindinho. — Sussurrei e coloquei os cabelos para trás, suspirando pela boca.

O meu celular começou a tocar e cada músculo do meu corpo ficou rígido quando vi o nome de Tae na tela. Respirei com dificuldade e minha visão embaçou. Tranquei o maxilar, pegando o celular.

“Você me ama?”

“Amo, amo muito"

Me levantei repentinamente, jogando o celular contra a parede e ouvindo ele quebrar em contato com o concreto. Eu não podia atender, não conseguiria se ouvisse ele me mandando voltar. Caminhei pela sala, ainda ouvido o celular tocar. Fui até ele quando a chamada caiu e me abaixei, vendo a tela quebrada e o papel de parede onde Taehyung  sorria. Peguei o aparelho e me ergui, abrindo a geladeira e pegando mais uma garrafa de uísque. Subi em direção ao meu quarto.

“Você mora aqui?”

“Não, eu morei aqui na minha infância"

Cambaleei, me apoiando na parede e abri a porta, me enfiando dentro do quarto. Olhei ao redor, indo em direção a cama.

“Meu pai era fã de Johann Sebastian Bach. Eu odiava, mas depois comecei a gostar”

“Eu gosto, soa bem”

Me joguei na cama, bebendo o uísque direto no gargalo. Não importava onde estivesse, tudo me lembraria Taehyung , qualquer coisa me faria pensar no meu Lindinho.

“Você criou isso?” “

Se chama 21”

“Por quê?”

“Porque foi a quantidade de vezes que eu tentei fazer ele funcionar”

Olhei para o teto, vendo a projeção desligada e vi que não passava de telas de vidro. Me estiquei, ligando o projetor e voltei a deitar, encarando o teto e vendo quando ele ligou em uma projeção da galáxia.

“É uma pequena construção com imagens de satélites, eu os projetei no vidro através de um sistema simples. Melhor que o céu cinza de New York, não acha?”

“Você é a porra de um nerd”

“Eu sou mais legal”

“Você é 95% babaca”

Underground 2: Fora do Ringue ( Taekook Version)Onde histórias criam vida. Descubra agora