Capítulo 6

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—Então seu pai é sobrinho do primo, da mãe do Renato?

pergunto extremamente duvidosa.

—Não, ele é primo em terceiro da Rosana, mãe do Renato. -Não tira seus olhos da estrada. –E minha mãe é melhor amiga da mãe do Renato.

—Isso tudo é muito confuso, se você pudesse desenhar. -da risada da minha confusão.

–O que você precisa saber é apenas o básico. -viramos em um trevo. –Meu avô mora com meus pais, tenho dois irmãos, acredito que apenas Ana vai estar lá, caio deve estar ocupada sua faculdade de medicina.

–hum. -concordo tentando gravar tudo.

–Minha mãe tem uma personalidade bem..-pensa qual palavra usar. –Peculiar, meu pai é silencioso. e você irá amar meu avô. -sorri.

–Senhor Antonio.

–Ele vai ter um infarto se você chamá-lo de senhor. -ri. –E é João.

–ta.

Passamos a viagem nessa, ele me contando as coisas da família dele, enquanto eu me esforço para lembrar tudo.

...

Algumas pessoas o esperavam na entrada da varanda da grande casa. Mas a primeira pessoa a complementá-lo é uma mulher de meia idade, bem emperequetada, um senhor sorridente que acredito ser seu avô e uma jovem moça que se jogou em seu colo, acredito ser sua irmã mais nova.

–Você chegou, meu filho.

–Calma, calma, tem espaço pra todo mundo.

Eu fiquei de fora sorrindo com essa demonstração de afeto familiar, algo que nunca tive.

–Quem manda você nunca mais voltar aqui. -diz a garota que reparando agora é a cara dele, cabelos escuros espessos, olhos redondos e azuis e nariz arrebitado.

–Eu não acreditei quando me contaram, mas é verdade! -corre em minha direção. –E você é a sortuda que recuperou o coração do meu irmão. -Marcus se desfaz do abraço em seu avô.

–Ana, por favor!

–Nós sabemos como você é difícil. -Sorri pra ele. –Eu fico muito contente. -me abraça.

–Pessoal, essa é Natasha, Natasha essa é minha família, não completa ainda é claro.

Me cumprimentam calorosamente, porém não deu para ignorar o olhar penetrante de sua mãe.

–Seja muito bem vinda. -Ela diz sorrindo duvidosamente.

–Vem, vou te apresentar a casa.

Sem escolha sou puxada por Ana, para dentro da casa.

–Não me envergonhe.

Marcus grita, mas já é tarde demais.

–..e aqui é o quarto do meu irmão, que será o seu também. -sorri.

Eu não tinha pensado nisso! Vamos ficar em apenas um quarto droga, como não pensei nisso antes? mas tudo bem, vai ficar tudo bem!

Ana me apresentou de forma corrida todos os cômodos, o qual ainda me é confuso, já que não paramos em nenhum.

–Sim, foi aqui que ele passou a infância e adolescência, você pode perceber pelos posters. -ri indo p frente de um. –Ele gostava de nirvana. música horrível. -reclama.

–Eu gosto. -respondi olhando para o msm pôster. -Viemos escutando eles.

–Quer dizer então que ele ainda ouvi? tinha que ser, Marcus tem dificuldade de desapego. -senta na sua cama. –Que bom que você tem o mesmo gosto que ele, pq minha adolescência ouvindo obrigada essas músicas foi difícil.

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