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Martina.

Faz uma semana que Pedri está no hospital e até agora não sei de mais nada. Os médicos falaram que tinha possibilidade de ele acordar ainda essa semana ou talvez daqui a uns meses, vai depender, pois a bancada na cabeça foi forte demais. Assim que me aproximei de Pedri no chão do parque de estacionamento me assustei vendo aquele sangue todo em volta de sua cabeça.

Naquele momento vi minha vida andou para trás, não sabia o que dizer nem o que fazer, o cara que eu amava estava bem na minha frente desacordado e cheio de sangue. Por alguns segundos pensei que iria perder o Pedri para sempre, mas isso não podia acontecer, sem pelo menos conversáramos, ele não podia simplesmente me deixar aqui no mundo sem antes eu dizer que o amo.

Sim eu o amo.

Mas deixei a raiva e a tristeza falarem mais alto. Minha mãe sempre me disse que não importa quanto mais eu tentasse ignorar esse sentimento mais forte ele ficava, pensei que fosse mentira,mas ao longo desses meses me dei conta de que é verdade. Tentei ignorar até o sentimento desaparecer, mas parece que quanto mais tentava mais intenso ele ficava.

Não existiu um dia que eu não sentisse falta do Pedri, falta da sua voz, da sua risada mas principalmente do seu toque, aquele toque me fazia arrepiar da cabeça aos pés, aquele sorriso que era o motivo do meu. Ele era a razão da minha alegria, mas simplesmente afastei isso tudo isso de mim e sem dar conta o garoto que mais amei, não conseguia nem olhar para mim.

— Martina... Martina! — grita Daniela aparecendo no meu quarto e vindo na minha direção bem devagar por conta das maletas que agora são suas melhores amigas.

— o que foi mulher? — digo me sentando na cama e abrindo espaço para Daniela se sentar do meu lado também.

— Você nem sabe o que o Pai acabou de me falar — disse fazendo um suspense enorme, seja o que for nada nesse momento me interessa — o Pedri acabou de acordar.

O QUE?

— Você está falando sério Daniela?

— Sim Martina, os pais do Pedri ligaram para o Pai dizendo que ele havia acordado e pediram para você ir para lá.

Nem pensei duas vezes, me levantei da cama, botei meu sapato e minha jaqueta, peguei nas minhas chaves do carro e sai correndo para fora de casa, tinha Daniela gritando por mim me pedindo para esperar, mas eu simplesmente ignorei a mesma. Entrei no meu carro e dirigi em direção ao hospital de Barcelona onde Pedri se encontrava.

Parei na frente do hospital e segui meu caminho até a recepção, onde falei com uma moça e a mesma me indicou o caminho até ao quarto do Pedri. Passei por vários corredores, tinha vários médicos, enfermeiros e alguma pessoas que provavelmente vieram visitar algum familiar seu. Depois de alguns minutos encontrei o quarto onde Pedri estava.

Abri a porta bem devagar e o quarto estava vazio, me aproximei da cama e ele estava ele, dormindo igual a um anjo, pensei em o acordar mas achei melhor não, vou o deixar descansar provavelmente deve estar com dores por conta do acidente. Olhei em volta do quarto e avistei uma poltrona puxei a mesma até junto da cama, mas ao fazer isso acabei fazendo barulho e vejo Pedri se mexendo.

— Pedri? — me aproximei de sua cama, ele parecia estar acordando, mas tinha minhas dúvidas, mas segundos depois ele abriu seus olhos.

— A gente se conhece? — foi a primeira coisa que ele perguntou assim que abriu os olhos, a sua pergunta me deixou confusa.

Como assim a gente se conhece? O que está acontecendo? Com certeza ele está brincando comigo, deve ser isso certo? Não tem outra explicação para o que está acontecendo nesse momento.

𝗕𝗬 𝗬𝗢𝗨𝗥 𝗦𝗜𝗗𝗘 || 𝖯𝖾𝖽𝗋𝗂 𝖦𝗈𝗇𝗓𝖺𝗅𝖾𝗓Onde histórias criam vida. Descubra agora