revelação

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LEONOR MARTINS 

olá este capitulo é sobre o aniversário do Musa, esta um pouco atrasado porem mais vale tarde que nunca 

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ao chegamos a Lisboa de madrugada, diferente das outras viagens não adormeci, ninguém adormeceu

saímos do autocarro em silencio total, ninguém se atreveu a abrir a boca para falar, menos o Musa

-vens para minha casa?- perguntou -eu sei que estas chateada pela derrota mas é o meu aniversário- quase me havia esquecido desse pormenor

maldito jogo que tinha de ser uma dia antes do aniversário dele

-sim, eu vou- ele sorriu antes de beijar-me

avisei o meu pai dos meus planos já que eu tinha vindo de carro com ele -tudo bem, divirtam-se- sorriu para mim

já vos disse que adoro o meu pai?

andei ate ao croata que me encaminhou ate ao seu carro

a viagem foi em silencio, eu não cria falar e ele não sabia se deveria falar

chegamos a casa dele e finalmente consegui respirar de alivio, pelo menos aqui não teria  ninguém para me atirar a cara o 5-0

Musa passou o seu braço por trás dos meus ombros enquanto caminhávamos ate a porta

suspirei enquanto o ouvia fechar a porta quando já estávamos lá dentro

o mesmo abraçou-me -sinto muito, deve ter sido horrível ver o jogo- ele disse

-foi péssimo Petar- disse a abraça-lo com força -mas não precisamos falar sobre, é o teu aniversário- disse a beija-lo

apoderei-me de uns calções dele e uma camisola do mesmo -meus deus- disse a rir quando me viu

-pareço um saco de batatas- disse a aproximar-me

-o saco de batatas mais bonito deste mundo- disse a beijar-me

-vais ser romântico ate com isso?- perguntei

-sim, deve se tratar bem uma mulher- respondeu

-onde é que eu te fui encontrar- perguntei

-aos corredores do Benfica Campus- rimos

-esse foi o pior encontro que eu já tive com qualquer jogador em toda a minha vida- rimos

-o João fez-me uma pergunta hoje- começou -perguntou quando é pretendíamos ter filho- engoli seco

-nunca- respondi naturalmente

-não queres ter filhos um dia?- perguntou

chegou o momento de ter aquela conversa

-temos de falar- disse -senta-te-

-o que?- perguntou

-senta-te que é melhor- ele obedeceu -não é como se eu não quisesse ter filhos Petar, eu adoraria, mas eu simplesmente não posso ter filhos- arregalou os olhos

-porque não me contas-te antes?- perguntou

-nunca foi um assunto que falássemos- respondi com medo da conversa que se iria seguir

-tudo bem- ele disse -se for para ter-mos uma família podemos adotar  nunca fui contra isso- ri-me antes de beijar a testa dele -mais alguma coisa que eu precise saber?- neguei -sem mais segredos Mariana-

READY FOR ITOnde histórias criam vida. Descubra agora